Economia
Com corte de 0,5 na Selic, Brasil cai para segundo lugar no ranking dos países com maior juro real
Levantamento do site MoneYou considera 40 economias; México ficou em primeiro
Com mais um corte de 0,5 ponto percentual na Selic, a taxa básica de juros, o Brasil recuou para a segunda colocação entre os países com maior juro real entre 40 economias. A Selic caiu para 11,75% ao ano. Segundo cálculo do site MoneYou, o país tem agora um juros real de 6,11%, ficando apenas atrás do México, que tem juro real de 6,58%. Na última reunião do Copom, em novembro, o Brasil estava em primeiro no raking de juros reais, com taxa de 6,90%.
Nos EUA: Federal Reserve, banco central americano, manteve juros alterados entre 5,25% e 5,5% ao ano
Corte: pela quarta vez consecutiva, BC reduz taxa de juros Selic, que vai a 11,75%
Na terceira e quarta colocações, respectivamente aparecem dois países da América do Sul: a Colômbia, com juro real de 5,07%, e o Chile, com taxa de 3,81%. Na quinta colocação, surge a Indonésia, com taxa real de juro de 3,73%.
Para o economista da MoneYou, Jason Vieira, o cenário para uma aceleralção do corte dos juros no Brasil, além de 0,5 ponto percentual, continua comprometido pela questão fiscal.
— A insistência arrecadatória do governo e nenhuma sinalização de controle de gastos se choca com a série mais recente de indicadores inflacionários, especialmente o mais recente IPCA, que trouxe uma sensível melhora dos núcleos e abre espaço para cortes mais intensos. A inflação americana também ajudou, dando alento para o Federal Reserve (o banco central americano) terminar em definitivo o processo de aperto — diz o economista.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país, subiu 0,28% em novembro, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa real de juro calculada pelo MoneYou é uma combinação de inflação projetada para os próximos 12 meses, com base no relatório Focus, compilado de opiniões feito pelo banco Central junto ao mercado, mais a taxa de juros DI a mercado próximos 12 meses no vencimento mais líquido (dezembro de 2024).
Ainda que as recentes declarações do governo em relação à questão fiscal, se comprometendo em tentar buscar o déficit zero em 2024, possam afetar a abertura das curvas de juros, a combinação de inflação mais baixa e cenário externo positivo ajudou no fechamento das taxas mais curtas, diz o economista.
Ele lembra que o movimento global de políticas de aperto monetário perdeu força, com a maioria dos bancos centrais mantendo as taxas, manutenção das taxas. Entre 176 países analisados, 81,82% mantiveram os juros, 8,52% elevaram e 9,66% cortaram.
No ranking que considera apenas 40 países, 92,50% mantiveram, enquanto 5% elevaram as taxas e 2,50% cortaram.
Veja o ranking dos juros reais
México 6,58%
Brasil: 6,11%
Colômbia: 5,07%
Chile: 3,87%
Indonésia: 3,73%
Hungria: 3,50%
República Tcheca: 3,08%
Rússia: 2,94%
Hong kong: 2,58%
África do Sul: 2,50%
Fonte: MoneYou
Mais lidas
-
1TECNOLOGIA
Avião russo 'Baikal' faz voo inaugural com motor e hélice produzidos no país
-
2VIDA SILVESTRE
Médico-veterinário registra nascimento e primeiros dias de filhotes de tucanuçu
-
3TECNOLOGIA MILITAR
Revista americana destaca caças russos de 4ª geração com empuxo vetorado
-
4EQUILÍBRIO MILITAR
EUA manifestam preocupação com avanço da aviação embarcada chinesa
-
5PALMEIRA DOS ÍNDIOS
Prefeitura regulamenta rateio das sobras do FUNDEB e professores cobram transparência nos valores