Economia
EUA oferecem apoio a Milei nas negociações com o FMI
Delegação do Fundo se reuniu com o presidente sul-americano um dia antes de sua posse. Acordo com instituição deve ser renegociado. Governo americano também quer estreitar relações com o país, visando as reservas de lírio
Uma delegação dos Estados Unidos ofereceu seu apoio ao presidente eleito da Argentina, Javier Milei, nas negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e no desenvolvimento de seu setor de lítio durante uma reunião ocorrida em Buenos Aires no sábado, um dia antes da posse do novo mandatário, disse Juan Gonzalez, conselheiro do presidente Joe Biden e diretor sênior do Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional, em entrevista à agência Reuters.
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De acordo com o funcionário da Casa Branca, as conversas foram "muito positivas" e se concentraram na economia em dificuldades do país.
- Acredito que a prioridade número um são os desafios econômicos que a Argentina enfrenta - disse González à Reuters após o encontro com Milei, acrescentando que o país precisa de espaço e tempo para ''colocar a casa em ordem'' e resolver esses desafios.
González ressaltou que o país também precisa chegar a um acordo sobre seu plano econômico com a equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI):
- Estamos apenas tentando incentivar o diálogo... e incentivar um resultado construtivo entre a Argentina e o FMI.
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O atual programa do FMI, que substituiu um acordo fracassado firmado em 2018, deve ser revisto. A Argentina está lutando contra uma inflação próxima a 150% ao ano, enquanto mais de dois quintos da população está na pobreza. O programa de US$ 44 bilhões do FMI saiu dos trilhos, as reservas líquidas do banco central estão no vermelho e uma recessão se aproxima.
Em seu discurso de posse, neste domingo, o novo presidente da Argentina disse que o país vive uma situação de emergência, e que a única saída será uma política de choque e um forte ajuste fiscal.
Questão do lítio é citada
González, da Casa Branca, contou ainda que a delegação americana discutiu a questão do lítio com o presidente eleito da Argentina, incluindo a esperança do país de se beneficiar da Lei de Redução da Inflação (IRA) dos EUA, o que não acontece atualmente, pois o país não é parceiro do Tratado de Livre Comércio (FTA).
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A lei americana prevê, entre outros pontos, benefícios para investimentos na indústria de carros elétricos, reduzindo as emissões de CO2. O lítio é usado em baterias desses veículos.
Questionado sobre um possível acordo para facilitar a compra de jatos F-16 usados dos EUA pela Argentina, González disse que as duas partes estavam "discutindo", sem dar mais detalhes.
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