Economia
Em evento do PT, Gleisi defende déficit fiscal, e Haddad diz que gasto maior não garante crescimento
Ministro da Fazenda estabeleceu como meta zerar o rombo das contas públicas em 2024
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rebateu nesta sábado a premissa de que é necessário aumentar o gasto público para garantir o crescimento econômico no Brasil. A fala ocorreu em um evento do PT, após a presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), defender um déficit nas contas públicas de até 2% em 2024.
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— Uma coisa é você controlar o déficit cortando do pobre, outra coisa é fazer com que quem não paga imposto pague. Eu acho que a gente consegue ajustar os parafusos de um jeito em que o juro possa cair, resolvendo alguns gastos tributários, fazendo a Reforma Tributária. Não tem bala de prata. “Faz o déficit e resolve tudo”. Não existe isso. É um conjunto de medidas para fazer a economia crescer — afirmou o ministro.
No mesmo evento, Haddad reconheceu que há resistência no Congresso na aprovação de medidas de ajuste fiscal e aumento da arrecadação. Ele também avaliou como “durona” a diretoria do Banco Central, que decide sobre o rumo da taxa básica de juros, a Selic.
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Momentos antes, Gleisi Hoffmann afirmou que Jair Bolsonaro e Michel Temer foram “governos de gastos” e sugeriu déficit para 2024 de até 2% do PIB em 2024. Em outra frente, Haddad também ouviu críticas de um partidário alegando que a defesa de zerar o rombo nas contas públicas é uma fórmula do Fundo Monetário Internacional (FMI).
— Eu acho que sinceramente a gente não tinha que se preocupar com resultado fiscal ano que vem. Por mim, faria um déficit de 1%, 2%, não iria mexer na economia — disse a presidente do PT.
Haddad estabeleceu como meta, no ano que vem, zerar o rombo das contas públicas. Essa meta tem sido criticada por setores do partido e também do partido — que chegou a aprovar um texto ontem falando em “austericídio fiscal”, sem citar diretamente a meta.
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