Economia
Desenrola: maior parte dos brasileiros não sabe se dívidas podem ser negociadas no programa
Pesquisa do Instituto Locomotiva traçou perfil da inadimplência. Cartão de crédito segue como principal causa das dívidas
A maior parte dos brasileiros endividados ainda têm dificuldades de entender o Desenrola Brasil e, apesar de conhecerem o programa, não sabem se suas dívidas podem ou não ser contempladas na renegociação de débitos. A percepção da população sobre o projeto do governo federal para foi um dos recortes apontados em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (dia 7) pelo Instituto Locomotiva.
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O estudo ouviu brasileiros de todo o país, e apontou que 59% dos inadimplentes conhecem o programa, mas só de ouvir falar, e 57% não sabem se as dívidas estão incluídas entre as que podem ser renegociadas no Desenrola. Já 28% dos ouvidos afirmaram que possuem dívidas que foram ou podem ser renegociadas.
— O Desenrola é conhecido, visto como algo importante, mas o seu funcionamento está ainda aquém do que os brasileiros gostariam de saber. Isso é natural, na medida que o programa teve uma série de etapas, mas é algo tão bom que pode estar sendo subaproveitado — analisou Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.
A pesquisa também mostra que 85% dos inadimplentes ainda pretendem negociar suas dívidas no programa, enquanto 11% já fizeram acordos.
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Cartão de crédito lidera
O estudo traçou o perfil dos brasileiros inadimplentes, e mostra que 77% dos lares brasileiros possuem dívidas e 30% têm alguma dívida atrasada (inadimplência). O cartão de crédito aparece como principal vilão para 60% das pessoas inadimplentes. E esse percentual vem subindo. Em 2022, era de 56% e no ano anterior, de 49%.
Atrasos nos pagamentos de empréstimos bancários e financeiras estão em segundo lugar entre as principais fontes de inadimplência do brasileiro. No total, 43% disseram ter dívidas do tipo. No ano passado, o patamar era de 40%. Já em relação a 2021, houve queda no percentual de três pontos percentuais.
Veja o ranking:
Cartão de crédito: 60%
Empréstimos e financiamentos bancários: 43%
Cheque especial: 19%
Contas de luz, água, gás etc: 17%
Impostos como IPVA e IPTU: 15%
Telefone celular: 14%
Lojas de departamento: 12%
Internet ou TV a cabo: 10%
Plano de saúde: 6%
Supermercado, hipermercado ou atacado: 5%
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