Economia
Presidente da Shell defende exploração de petróleo na Margem Equatorial
Petroleira tem oito blocos na região, diz presidente da empresa, Cristiano Pinto da Costa
O presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, defendeu a importância da Margem Equatorial, área que compreende o litoral dos estados do Amapá ao Rio Grande do Norte, para o desenvolvimento do setor de óleo e gás do Brasil.
Entenda: Margem Equatorial vai levar Brasil ao pico da produção de petróleo em 2029, mas região tem risco ambiental
Margem Equatorial: o que é e como a decisão do Ibama pode afetar os planos da Petrobras
A petroleira tem hoje oito blocos na região: seis estão na bacia de Barreirinhas, no Maranhão, e dois em Potiguar, no Rio Grande do Norte. Nessas áreas, a companhia negocia com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) como implementar o escopo do programa exploratório mínimo acordado no leilão vis a vis as restrições impostas pelo governo em relação a liberação de licença ou não.
-Esse é o diálogo que está acontecendo. É uma troca de informação constante com a ANP. Não temos ainda a previsão de perfuração.
Rio: Brasil terá primeira térmica com gás do pré-sal, após recorde de consumo de energia
Em outubro, a Petrobras obteve licença ambiental do Ibama para perfurar um poço exploratório em Potiguar.
De acordo com Costa, a companhia também não descartaria um eventual investimento na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, onde a Petrobras recorre da decisão do Ibama, que negou a perfuração do primeiro poço exploratório na área.
- Se o governo brasileiro tomar a decisão estratégica de que para o país é importante abrir essa nova bacia, gerando receitas para uma área que carece de investimento e de emprego, a Shell vai estudar e eventualmente decidir se participa ou não.
Segundo ele, a Margem Equatorial é uma oportunidade para o país.
- É só observar o que está acontecendo no Suriname e na Guiana. E temos o maior ator de produção e exploração e produção, que é a Petrobras, colocando 16 poços nessa área, indicando que eles têm uma visão positiva. E só tem uma forma de descobrir. É furando poços exploratórios - disse ele, em econtro com a imprensa na manhã desta terça-feira.
Com uma produção média de 400 mil barris de petróleo equivalente por dia, a empresa historicamente investe no Brasil, um dos principais mercado da companhia no mundo, entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão por ano. Para os próximos dois anos, a companhia pretende avançar na análise do investimento para projetos importantes como Atapu 2, no excedente da cessão onerosa, e Gato do Mato, ambos na Bacia de Santos.
-Ainda faz sentido explorar com base na oferta e na demanda de hidrocarbonetos. Estudos mostram que o pico do consumo vai ocorrer na metade da década de 2030. É preciso caminhar para a transição com segurança energética - diz ele, lembrando que a empresa estuda a participação do leilão de petróleo na semana que vem que será feito pela ANP.
O executivo lembrou ainda que assinou um acordo com a Petrobras em março deste ano para buscar oportunidades conjuntas além do pré-sal na área de petróleo e em projetos de descarbonização e fontes renováveis. Costa destacou também os planos para energia solar.
-De agora até o fim da década, temos de sete a oito projetos (com capacidade de 150 MW a 550 MW). Isso pode incluir parceiros ou não - afirmou ele, destacou investimentos em uma térmica a gás e os projetos em estudo em eólica offshore e hidrogênio.
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