Economia
Campos Neto diz que crescimento surpreendeu e 2023 foi 'melhor que o esperado'
Ele afirma, por outro lado, que o processo de inflação ‘não está ganho’ e pede ‘consolidação fiscal’
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fez um balanço nesta terça-feira do desempenho macroeconômico do Brasil em 2023 e disse que as previsões de crescimento do PIB saíram de 0,50% no início do ano para um patamar acima de 2,5%, até o momento.
Além do crescimento econômico, inflação e desemprego também surpreenderam positivamente, diz ele. Por outro lado, ele afirma que o processo de redução do nível de preços ainda exige a persistência do Banco Central e declara que há um cenário de riscos à frente.
— O ano de 2023 foi bem melhor do que o esperado. Tínhamos projeções de crescimento de 0,5% e eu tive que escutar várias vezes ao longo do ano que o crédito iria colapsar, que o juros iria fazer as empresas quebrarem e o desemprego iria subir. Não aconteceu nada disso — declarou, em almoço promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo, em Brasília. — O crédito subiu, está saudável, o crescimento está acima de 2,5% — disse.
Nesta terça-feira, o IBGE divulgou o resultado mostrou crescimento de 0,1% no valor de todos os bens e serviços produzidos no terceiro trimestre do ano. O mercado esperava queda de 0,2%.
Ao comentar o número, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lembrou que o resultado foi fraco, mas suficiente para prever um crescimento da economia “acima de 3%” neste ano - considerando os resultados positivos dos trimestres anteriores.
O ministro também cobrou que o Banco Central “faça sua parte”, ao falar que a autoridade monetária demorou para iniciar o ciclo de queda da taxa básica de juros. O argumento central do governo é que os juros altos dificultam o desempenho da economia.
Campos Neto, por sua vez, voltou a defender a consolidação fiscal.
— A gente precisa trabalhar em conjunto para que melhore as expectativas para frente. É importante fazer o dever de casa, passar uma mensagem de consolidação fiscal, que estamos trabalhando juntos o fiscal e monetário. Foi um ano melhor que o esperado. É preciso um recado de que o fiscal (contas públicas) está em equilíbrio — afirmou Campos Neto.
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