Economia

Aviões de pequeno porte terão que decolar e pousar da pista auxiliar de Congonhas, em São Paulo

Concessionária Aena teve pedido atendido por órgãos de aviação após três incidentes com jatos executivos na pista principal

Agência O Globo - GLOBO 11/11/2023
Aviões de pequeno porte terão que decolar e pousar da pista auxiliar de Congonhas, em São Paulo
Avião - Foto: REUTERS/Arnd Wiegmann/Direitos Reservados Fonte: Agência Brasil

Os pousos e decolagens de aviões de pequeno porte da aviação executiva serão feitos apenas na pista auxiliar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) aceitaram o pedido feito pela Aena, concessionária que assumiu em outubro a gestão do terminal. A decisão vale desde ontem, dia 10 de novembro.

O pedido da Aena foi feito após três incidentes com aviões de pequeno porte em uma única semana provocarem o cancelamento de mais de 80 voos, além de atrasos e destinos alternados, comprometendo a malha doméstica e gerando transtornos a milhares de passageiros.

Num deles, um pneu do trem de pouso estourou. No outro, o próprio trem de pouso teve problemas. No terceiro incidente, um jato apresentou falha nos freios. Somados, os três eventos ocorridos nos dias 29 de outubro e 1 e 3 de novembro provocaram o fechamento da pista por 246 minutos.

"A Aena entende que há espaço para manter tanto a aviação comercial quanto a aviação executiva em operação no Aeroporto de Congonhas. Todavia, alguns ajustes são necessários para melhorar a performance operacional e a segurança. Essa medida visa reduzir riscos e melhorar a eficiência operacional na pista principal, principalmente em função dos três eventos que ocorreram na semana passada", disse a Aena em nota.

Com a restrição, a pista principal de Congonhas será utilizada apenas para operação de aeronaves da aviação comercial e de jatos de médio e grande porte da aviação geral. A pista auxiliar tem capacidade para receber as operações da aviação executiva.

No pedido feito a Anac e ao Decea, a Aena informou que conseguiu remover as aeronaves com agilidade, "de maneira segura e eficiente”: o tempo médio foi de 1h10.

Em outubro do ano passado, ainda sob gestão da Infraero, um incidente com um avião particular levou à interdição da pista por quase 9 horas. Foi uma das maiores interrupções provocadas na pista principal de Congonhas por um avião particular de pequeno porte.

Este teve o pneu do trem de pouso traseiro estourado e foi parar rente ao barranco no final da pista. Divergências com a seguradora do avião sobre a forma de retirar a aeronave da pista e a demora para a chegada do equipamento de remoção ajudaram a explicar a lentidão.