Economia
Moody’s altera perspectiva do rating ‘Aaa’ dos EUA de estável para negativa
Agência avalia que riscos negativos em torno da política fiscal americana aumentaram e cita impacto da disputa política
A agência de classificação de risco Moody’s alterou a perspectiva do rating ‘Aaa’ dos Estados Unidos de estável para negativa.
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Na avaliação da Moody’s, os riscos negativos em torno da política fiscal americana aumentaram “e podem já não ser totalmente compensados pela força única do crédito soberano”.
O comunicado da agência destaca que em um contexto de taxas de juros elevadas e sem medidas orçamentárias para reduzir a dívida pública ou aumentar as receitas, pode se esperar que “os déficits dos Estados Unidos continuem a ser muito elevados, enfraquecendo o acesso ao crédito”.
A redução da perspectiva de rating pode indicar a possibilidade de um rebaixamento da classificação à frente. No comunicado, a agência afirma que a manutenção do rating dos EUA em ‘Aaa’ reflete a visão de que a força de crédito “continua a preservar o perfil de crédito soberano”.
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A agência destacou o impacto que a atual divisão política do país pode exercer sobre as contas públicas.
“Em um momento de enfraquecimento da força fiscal, existe um aumento do risco de que as divisões políticas possam restringir ainda mais a eficácia da elaboração de políticas, impedindo ações que retardam a deterioração do perfil da dívida”, avalia a agência.
Ainda assim, a Moody’s reiterou que a força institucional e de governança do país também é muito elevada, ao ser apoiada pela eficácia da política monetária e macroeconômica.
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Em nota, o subsecretário do Tesouro americano, Wally Adeyemo, destacou que “economia dos EUA continua forte e os títulos do Tesouro são o principal ativo seguro e líquido do mundo”.
Devido ao aumento das taxas de juros, o Federal Reserve, banco central americano, o custo da dívida do país tem aumentado consideravelmente.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro, os Treasuries, dispararam este ano devido às expectativas de que Fed manterá a política monetária restritiva por mais tempo, e pelas preocupações com o cenário fiscal do país.
Neste ano, a agência de classificação de risco Fitch já havia rebaixado o rating dos EUA para ‘AA+’.
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