Economia
Bolsas da Europa fecham com forte alta após CPI nos EUA ampliar aposta por Fed menos agressivo
Os mercados acionários europeus fecharam com sólidos ganhos nesta quarta-feira, 12, após a desaceleração forte do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA ampliar expectativa por um Federal Reserve (Fed) menos agressivo nos próximos meses. Em Londres, o movimento foi potencializado pelos ganhos de bancos, depois que o teste de estresse do Banco da Inglaterra (BoE) comprovou solidez do setor no Reino Unido.
Em Londres, o FTSE 100, subiu 1,83% a 7.416,11 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, fechou em alta de 1,47%, a 16.023 pontos. O CAC 40, em Paris, avançou 1,57%, a 7.333,01 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em alta de 1,75%, a 28.552,18 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 subiu 1,41%, a 9.462,40 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 subiu 0,95%, a 5.980,54 pontos. As cotações são preliminares.
Segundo a CMC Markets, a junção do CPI menor que o esperado em junho nos Estados Unidos - dando fôlego às praças europeias na esteira do avanço dos índices de Nova York - com os bons resultados do teste de estresse do BoE ajudou às bolsas da Europa a terem mais um pregão positivo, após fecharem em alta nos últimos dois dias.
Segundo o BoE, as instituições financeiras do Reino Unido continuam "fortes o suficientes" e com capacidade de seguir apoiando famílias em empresas mesmo diante da força dos juros do BC do Reino Unido. Em Londres, o Barclays teve alta de mais de 3%, enquanto o Lloyds Banking Group subiu quase 3%.
Na visão da CMC Markets, após os preços de ações de bancos sofrerem o "peso das preocupações com a economia do Reino Unido nos últimos meses", os resultados de hoje são como um lembrete da resiliência das instituições. Para análise, os resultados ainda deverão marcar "um ponto de virada no sentimento nas próximas semanas".
Empresas relacionadas à commodities também foram destaque, na esteira da alta do petróleo, cobre e outros metais. Em Milão, a Eni subiu mais de 2,5%, enquanto em Lisboa, a Galp Energia avançou mais de 0,7%. Em Londres, a Antofagasta e o Glencore avançaram mais de 5% e 4%, respectivamente%. Em Paris, a TotalEnergies subiu cerca de 1%.
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