Economia
Dirigente do Fed defende alta de juros em março e falar em observar Ucrânia
A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Cleveland, Loretta Mester, afirmou nesta quinta-feira, 24, que vê como apropriado elevar juros na reunião de março da autoridade, e depois seguir com mais altas nos próximos meses. Em evento da Universidade de Delaware, a dirigente indicou, por sua vez, que o impacto da situação na Ucrânia será avaliado para ritmo de redução da acomodação monetária, e que há riscos ao panorama econômico, incluindo pelas questões geopolíticas vistas atualmente.
Segundo Loretta Mester, as ações militares da Rússia na Ucrânia possuem uma possibilidade de elevar a inflação. A dirigente espera alguma moderação nos preços ao longo de 2022, uma vez que a demanda deve desacelerar, e problemas na oferta devem ser amenizados.
Ainda assim, ela projeta uma inflação acima de 2% neste ano e no próximo. Em sua visão, uma falta de balanço entre oferta e demanda nos Estados Unidos colocou pressão em preços e salários. Entre os elementos citados, a dirigente apontou a dificuldade para encontrar trabalhadores que muitos vem enfrentando no país.
A dirigente expressou ainda apoio à uma redução do balanço patrimonial do Fed mais antecipada e mais rápida do que na última vez.
Loretta Mester lembrou o tamanho do balanço atualmente, US$ 9 trilhões, e citou que as pressões inflacionárias do momento são maiores do que em situações anteriores.
Autor: Matheus Andrade
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