Economia
Maioria das Bolsas da Europa fecha em queda, após dados e atenção com Ucrânia
As principais bolsas europeias fecharam na maioria em queda nesta quarta-feira, 16. O mercado segue acompanhando o desenrolar das tensões geopolíticas na região da Ucrânia. Além disso, a divulgação de dados do continente estiveram no radar dos investidores.
No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,04%, a 467,77 pontos.
O dia começou com alívio das tensões no Leste Europeu, após a Rússia anunciar que está deslocando mais tropas e armamentos de volta para suas bases. No entanto, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, reiterou que a Rússia continua aumentando a presença militar perto da fronteira com a Ucrânia.
Além disso, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, afirmou que não há evidências até agora de que a Rússia desmobilizou tropas. Tais declarações mexeram com o mercado e fizeram as ações europeias recuarem.
Analista-chefe na CMC Markets, Michael Hewson avalia que o fato de os russos dizerem uma coisa e a Otan e os EUA, outra, está tornando os mercados cada vez mais suscetíveis ao risco das manchetes. “E assim, a guerra falsa continua, à medida que a retração nos mercados de ações leva a uma migração para os títulos do governo, fazendo com que os rendimentos recuem”, destaca.
O FTSE 100 fechou em queda de 0,07%, a 7.603,78 pontos, na Bolsa de Londres. De acordo com Hewson, após a recuperação no preço do petróleo nesta quarta, o setor de energia, que atuou como um empecilho para o FTSE 100 na terça, mostrou recuperação, com BP (+1,61%) e Shell (+1,99%) em destaque.
Por outro lado, o índice londrino foi pressionado por ações do Lloyds Banking (-1,33%) e Barclays (-1,24%). De acordo com o UBS, ações de bancos europeus ficaram sob pressão esta semana em meio a alta tensões geopolíticas. Mas, apesar da recente volatilidade, os papéis do setor devem se beneficiar com o aumento das taxas de juros pelos bancos centrais no continente.
Além do cenário geopolítico, dados macroeconômicos seguem no radar. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 5,5% em janeiro ante igual mês do ano passado. Já a produção industrial da zona do euro subiu 1,2% em dezembro ante novembro de 2021.
Apesar do avanço na produção industrial da zona do euro em dezembro acima do esperado, os gargalos nas cadeias produtivas seguem “severos”, na avaliação da Capital Economics. Em relatório, a instituição afirma que a contínua aceleração dos preços aos produtores sugere que a inflação ao consumidor na região seguirá em alta.
Em Paris, o CAC 40 caiu 0,21%, a 6.964,98 pontos, com ações do Carrefour tendo queda de 0,64%, no dia da divulgação de balanço.
Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,28%, a 15.370,30 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB fechou estável, a 26.967,98 pontos, enquanto, nas praças ibéricas o PSI 20, em Lisboa, avançou 0,34%, a 5.662,88 pontos, e o Ibex 35, em Madri, subiu 0,21%, a 8.736,10pontos.
Autor: Letícia Simionato
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