Economia
Dirigente do Fed reitera apoio a alta de juro em março e fala em aperto acelerado
A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em Cleveland, Loretta Mester, reforçou nesta quarta-feira apoio ao aumento da taxa básica de juros na reunião de março do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), desde que não ocorram eventos inesperados.
Em evento virtual organizado pelo Centro Europeu de Economia e Finanças, a dirigente afirmou que, embora a variante Ômicron do coronavírus pressione a economia dos Estados Unidos no curto prazo, o alto nível de inflação e a solidez do mercado de trabalho justificam alterações na política monetária. “Está claro que a remoção da acomodação extraordinária da política monetária é necessária para ajudar a reequilibrar a economia”, argumentou.
Ela disse ainda que o aumento de juros e a redução do balanço deverão ocorrer em ritmo mais rápido que durante o ciclo de aperto anterior, no período subsequente à crise financeira de 2008. Para ela, se no meio deste ano, a inflação não tiver moderado, a retirada da acomodação monetária pode ser acelerada.
“Por outro lado, se a inflação cair mais rápido do que o esperado, o ritmo de remoção pode ser mais lento no segundo semestre do que no primeiro semestre”, pontuou ele, acrescentando que não vê um argumento forte em favor de um aumento inicial de 50 pontos-base da taxa básica de juros.
Balanço de ativos
A dirigente explicou que o processo de redução do balanço de ativos começará após o começo do avanço dos juros. “Eu apoiaria a venda de alguns de nossos títulos lastreados em hipotecas em algum momento durante o período de redução para acelerar a conversão da composição de nossa carteira principalmente a Treasuries”, disse.
A presidente da distrital do Federal Reserve em Cleveland disse que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) ainda discute como será o processo de redução do balanço de ativos.
A dirigente reiterou que apoia que o balanço de ativos volte a ser composto primariamente por Treasuries, com a venda de títulos lastreados a hipotecas. Segundo ela, o processo será conduzido de forma a evitar turbulências nos mercados financeiros.
Riscos de inflação alta
Loretta Mester afirmou também os riscos no cenário apontam para inflação em alta nos Estados Unidos. Durante o evento virtual do Centro Europeu de Economia e Finanças, a dirigente explicou que, no início de 2021, a inflação começou a subir devido à alta dos preços em alguns setores, como o de energia. “Mas com o passar do ano, as pressões inflacionárias se ampliaram consideravelmente”, disse.
Ainda assim, ela entende que as expectativas de médio e longo prazos de inflação estão “estáveis”. Na visão dela, os índices de preços devem moderar, mas seguirão acima de 2% em 2022, assumindo que o Fed tome ações para contê-la. “Uma inflação persistentemente alta prejudicaria a sustentação de uma expansão forte e inclusiva”, comentou.
Autor: André Marinho
Copyright © 2022 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.
Mais lidas
-
1DIREITOS TRABALHISTAS
Quando é o quinto dia útil de janeiro de 2026? Veja as datas de pagamento
-
2ALERTA NA ORLA | MACEIÓ
Alerta vermelho em Maceió: engenheiro diz que Ponta Verde pode estar afundando; vídeo
-
3COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JÚNIOR
Palmeiras estreia com vitória polêmica sobre Monte Roraima na Copinha; Coritiba goleia por 9 a 0
-
4TRIBUTOS MUNICIPAIS
IPTU 2026: saiba quais imóveis no Rio de Janeiro ficam isentos do imposto neste ano
-
5MUDANÇA TRIBUTÁRIA
Emissão de NFS-e e ISSQN será feita exclusivamente pelo site do Governo Federal a partir de 2026