Economia
ICEC de dezembro demonstra otimismo do empresário do Comércio por retomada econômica

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Maceió registrou 128,7 pontos em dezembro, confirmando um cenário de estabilidade com expectativa pela retomada econômica, que se estende desde setembro, quando marcou 129,3 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2020, em período anterior à chegada do primeiro lote de vacinas contra a Covid-19, e, portanto, de mais incerteza quanto às consequências da pandemia, nota-se uma elevação de 11%, frente aos 115,9 pontos, divulgados à época.
Ainda de acordo com o levantamento, que é elaborado pelo Instituto Fecomércio Alagoas, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em maio, o índice chegou a ficar abaixo dos 100 pontos. Contudo, nos meses seguintes, com o avanço da vacinação e o abrandamento das restrições de funcionamento das lojas, foi registrado, de maio a dezembro, um aumento de 30% no nível de confiança do empresário.
Para o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Victor Hortencio, além da perspectiva de avanço no combate à Covid-19, outros aspectos que favoreceram a chegada ao patamar de otimismo apresentado no último mês do ano foram as promoções da época natalina e a Black Friday de novembro, somadas à alta temporada de turismo na capital alagoana e ao incremento na renda do maceioense, possibilitado pelo 13º salário.
Dentre os subíndices, Hortencio chamou a atenção para Intenções de Investimento, que teve uma variação positiva de 3,1%. “Esse resultado pode sinalizar um abastecimento, tendo em vista o período de final de ano e o comum aumento do quadro de funcionários (entre temporários e efetivos) e outros investimentos voltados para reformas de lojas e aumento e renovação de estoques”, observou.
Contudo, o assessor econômico ressalta que dois dos subíndices do ICEC de dezembro apresentaram variação negativa mensal. Em Expectativas do Empresário do Comércio foi registrada uma queda de 0,8%, o que, segundo Hortencio, ainda pode ser considerado como um quadro de estabilidade. Mas em Condições Atuais do Empresário do Comércio a queda foi de 2%. “Uma justificativa para isso é a conjuntura nacional de juros altos, com inflação acumulada de dois dígitos, a 10,06%, e altas taxas de desemprego e informalidade”, explicou.
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