Economia
Trajetória da economia continua dependendo do curso do coronavírus, dirá Powell
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmará na terça-feira, 28, no Senado dos Estados Unidos que a trajetória da economia do país continua dependente do curso do coronavírus. O discurso que o dirigente fará na casa legislativa foi divulgado nesta segunda-feira, 27, pela autoridade monetária.
“Os setores mais afetados pela pandemia melhoraram nos últimos meses, mas o aumento dos casos de covid-19 retardou sua recuperação”, dirá o chefe do Fed aos senadores.
O banqueiro central ressaltará também que os gastos das famílias aumentaram em um ritmo “especialmente rápido” durante a primeira metade do ano, mas se estabilizaram em julho e agosto. “Além disso, em alguns setores, as restrições de oferta de curto prazo estão restringindo a atividade.”
Na visão de Powell, a variante Delta do coronavírus ainda representa riscos para as perspectivas econômicas dos EUA, o que exige progresso contínuo na vacinação.
O presidente do Fed ainda dirá que o BC americano fará “tudo o que puder pelo tempo que for necessário” para apoiar a economia e garantir que a recuperação esteja completa.
Emprego
Powell afirmará ainda no Senado dos Estados Unidos que os fatores da pandemia de covid-19 que pesam na retomada do emprego no país devem diminuir também à medida que há progresso na contenção do coronavírus. “Tal como acontece com a atividade econômica geral, as condições no mercado de trabalho continuaram a melhorar”, dirá o chefe do Fed aos senadores.
Segundo ele, os fatores que têm freado a recuperação do mercado de trabalho, e que tendem a desaparecer, são o medo das pessoas de contrair a covid-19 e a necessidade de alguns pais de ficar em casa para cuidar dos filhos que ainda não têm aula presencial na escola.
Inflação
O presidente do Federal Reserve afirmará ainda que a inflação no país deve permanecer elevada nos próximos meses, antes de começar a retroceder em direção à meta de longo prazo estabelecida pela instituição, que é de 2%.
“Como a economia continua a reabrir e os gastos se recuperam, estamos vendo uma pressão de alta sobre os preços, principalmente devido a gargalos de oferta em alguns setores”, explicará Powell.
O chefe do Fed dirá que esses efeitos inflacionários das restrições geradas pela pandemia nas cadeias de produção são mais duradouros do que o previsto, mas diminuirão.
Segundo Powell, se uma inflação mais “sustentada” se tornar uma preocupação “séria”, o Fed responderá e usará suas ferramentas para garantir que os preços fiquem em níveis consistentes com a meta.
Autor: Iander Porcella
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