Curiosidades
Antonio Fagundes diz que foi processado dez vezes por barrar atrasados no teatro: ‘Ganhei todas’
Em entrevista ao videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, ator defendeu a pontualidade nos espetáculos e criticou a falta de educação em salas de cinema.
Antonio Fagundes voltou a defender a pontualidade nos espetáculos teatrais e afirmou que já enfrentou processos movidos por espectadores impedidos de entrar após o início das apresentações. A declaração foi dada durante entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem.
Conhecido por adotar regras rígidas contra atrasos em suas peças, o ator explicou que a pontualidade, para ele, é apenas uma parte de um compromisso maior com o público.
“A pontualidade é a ponta do iceberg. O cuidado que tive com a plateia começou na escolha do texto, que imaginei interessar a um número grande de pessoas. Não sou um pavão que está se pavoneando diante da plateia, tenho uma responsabilidade”, afirmou.
Fagundes disse que esse cuidado passa pela escolha da equipe, do teatro e por meses de ensaio até que o espetáculo esteja pronto para receber o público. Por isso, segundo ele, permitir a entrada de atrasados comprometeria a experiência de quem chegou no horário.
“Aí chega uma pessoa atrasada... Não posso deixar entrar”, declarou.
O ator também comentou os conflitos que a regra já provocou em portas de teatro, incluindo casos de pessoas esmurrando portas e acionamento de forças de segurança.
“Deu muita confusão. São poucas pessoas, mas ruidosas. Fazem barulho, quebram a porta do teatro, são mal-educadas. Fui processado umas dez vezes, mas a gente acaba ganhando sempre. Porque está escrito lá, eu anuncio no material”, contou.
Segundo Fagundes, o impedimento não é uma questão de desrespeito ao artista, mas de respeito à plateia. Ele ressaltou que atores são preparados para lidar com interrupções, mas que o objetivo do teatro é preservar a atenção de quem aceitou o “contrato” proposto pelo espetáculo.
“Pode fazer barulho, acender a luz, que continuamos fazendo teatro, somos treinados para isso. Senão, não conseguiríamos fazer teatro de rua, com ônibus passando, gente atirando coisa. Temos essa possibilidade de fazer ‘apesar da plateia’, mas não queremos que seja assim. É para ela que estamos fazendo”, disse.
Na entrevista, o ator também revelou que deixou de frequentar cinemas por causa da falta de educação de parte do público. Para ele, o problema vai além de conversas ou comidas durante as sessões.
“Com certeza! Está sendo muito chato. Não é nem o fato de ficarem comendo ou falando, é porque não estão interessadas em quem está ao lado. Então, me pergunto: ‘Por que não ficam em casa falando no celular?’. Não precisa ir atrapalhar os outros”, afirmou.
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