Curiosidades
Presença de morcegos protegidos pode impedir reforma na propriedade de David Gilmour na Inglaterra
Estudo ecológico identificou sete abrigos de espécies protegidas na propriedade do guitarrista do Pink Floyd; licença ambiental será necessária para continuidade das obras
Os planos do guitarrista David Gilmour , de 80 anos, para reformar estruturas em sua propriedade rural no sul da Inglaterra podem enfrentar entraves legais após a identificação de morcegos protegidos no local. O músico, famoso por sua trajetória no Pink Floyd, deseja revitalizar quatro celeiros deteriorados em uma casa de campo avaliada em cerca de £ 2 milhões (aproximadamente R$ 13 milhões), situada próxima a Billingshurst, no condado de West Sussex.
Segundo documentos submetidos ao Horsham District Council , os anexos da propriedade — uma construção do século XVII tombada como património histórico de Grau II — estão em estado precário. Um dos celeiros, conforme os registros, “requer atenção estrutural urgente para evitar o colapso”.
Gilmour e sua esposa, a escritora Polly Samson , planejam transformar esses espaços em um escritório de jardinagem, um estúdio de cerâmica com sala de forno e um quarto de hóspedes com banheiro.
Estudo aponta espécies protegidas
O projeto, porém, encontra obstáculos ambientais. Um estudo ecológico encomendado pelo próprio músico acordos sete abrigos de morcegos em um dos celeiros, com presença de fezes, evidenciando ocupação ativa. Entre as espécies registradas estão morcegos-soprano, de orelhas longas castanhas, barbastelas, de bigodes e de Natterer.
De acordo com o relatório, quatro desses abrigos seriam preservados durante a reforma, mas outros três, localizados em um anexo, seriam destruídos. Para minimizar o impacto, como as obras deverão ser realizadas durante o período de hibernação dos animais, e abrigos compensatórios serão instalados.
Para que o projeto avance legalmente, Gilmour precisará solicitar uma Licença Europeia de Mitigação de Espécies Protegidas à Natural England. Entre as exigências está a instalação de duas caixas para morcegos já no primeiro dia de obra, posicionadas a cerca de três metros de altura e orientadas entre sudeste e sudoeste, com exposição solar parcial. O estudo prevê ainda que essas estruturas permaneçam no local por pelo menos cinco anos.
Em entrevista ao The Telegraph, o especialista Dr. Joe Nunez-Mino , da Bat Conservation Trust, ressaltou a importância da proteção dessas espécies. Segundo ele, “os morcegos são legalmente protegidos porque sofreram declínios históricos”. Ele acrescentou que pesquisas recentes indicam que algumas espécies tiveram redução populacional de até 99%, tornando-se especialmente vulneráveis a fatores como pesticidas e poluição luminosa.
Histórico recente de disputas
Os arquitetos responsáveis pelo projeto garantirão que a reforma respeitará o caráter histórico da propriedade e o ambiente rural, sem comprometer o valor atualizado do imóvel tombado.
O Horsham District Council ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido.
Este não é o primeiro impasse recente envolvendo propriedades do músico. No ano passado, Gilmour foi obrigado a demolir um galpão de jardim em sua casa em Hampstead, após disputa com vizinhos que consideravam uma estrutura mais intrusiva do que o permitido.
Além disso, o artista também enfrentou dificuldades na venda de sua casa à beira-mar em Hove, cujo preço foi reduzido de £15 milhões para £8,95 milhões ao longo de três anos, uma queda de £6 milhões.
Agora, a continuidade dos planos em West Sussex dependerá do cumprimento das exigências ambientais e da aprovação das autoridades locais.
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