Curiosidades
Jay-Z, Harvey Weinstein e Pusha T são citados em documentos do caso Jeffrey Epstein
Os rappers e o ex-produtor de Hollywood aparecem em denúncia anônima enviada ao FBI; citações não indicam investigação ou culpa
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, na sexta-feira, um novo lote de documentos referentes ao caso Jeffrey Epstein. Foram liberados cerca de 3 milhões de arquivos, além de 2 mil vídeos e aproximadamente 180 mil imagens. Entre os materiais, há menções a celebridades como Jay-Z, Pusha T e Harvey Weinstein, de acordo com informações da Variety.
As citações aos dois rappers e ao ex-produtor de Hollywood não são provenientes dos registros pessoais de Epstein, tampouco de relatórios oficiais das autoridades. Segundo o Departamento de Justiça, eles foram mencionados em uma denúncia anônima enviada ao FBI, arquivada durante as investigações sobre Epstein. Ressalta-se que o simples fato de terem sido citados não implica que Jay-Z, Pusha T ou Weinstein tenham sido investigados ou sejam culpados das acusações relatadas.
O órgão norte-americano explicou que, em virtude da Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, todos os documentos enviados ao FBI pelo público passaram a ser divulgados, incluindo denúncias potencialmente falsas ou fraudulentas.
De acordo com um relatório do FBI incluído nesta divulgação, uma vítima anônima, que afirmou ter sido drogada e abusada sexualmente em várias ocasiões, alegou que Pusha T (Terrence LeVarr Thornton) era um de seus "manipuladores". O relatório também aponta que a mesma vítima relatou ter acordado em um quarto com Harvey Weinstein e Jay-Z (Shawn Carter), mas ressaltou que, por ter sido drogada, suas memórias estavam confusas. Até o momento, representantes de Jay-Z e Pusha T não responderam à imprensa.
Outros nomes também aparecem nos arquivos. Mira Nair, mãe do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, foi citada em um e-mail da assessora de imprensa Peggy Siegal para Epstein, após uma festa relacionada ao filme "Amelia", de 2009, dirigido por Nair. O conteúdo do e-mail não sugere qualquer irregularidade.
Além disso, mensagens entre Casey Wasserman, presidente do comitê organizador das Olimpíadas de Los Angeles 2028, e Ghislaine Maxwell — condenada por tráfico sexual de menores no caso Epstein — também foram divulgadas. Em uma das conversas, Maxwell oferece a Wasserman uma massagem que, segundo ela, poderia "enlouquecer um homem".
Em nota enviada à Variety, Wasserman esclareceu que suas interações com Maxwell ocorreram "há mais de duas décadas", muito antes dos crimes cometidos por ela virem à tona, e negou qualquer ligação com Epstein. "Nunca tive qualquer relação pessoal ou comercial com Jeffrey Epstein. Como é amplamente documentado, participei de uma viagem humanitária como parte de uma delegação da Fundação Clinton em 2002, no avião de Epstein. Lamento profundamente ter tido qualquer associação com qualquer um deles", afirmou.
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