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Juliano Cazarré detalha rotina intensa com seis filhos e revela desafios da paternidade

Ator, intérprete de Jorginho em 'Três Graças', compartilha experiências e reflexões sobre ser pai de família numerosa

Agência O Globo - 08/01/2026
Juliano Cazarré detalha rotina intensa com seis filhos e revela desafios da paternidade
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Na novela "Três Graças", Jorginho, personagem de Juliano Cazarré, busca se reaproximar da filha Joélly (Alana Cabral) após anos de prisão, tentando recuperar o tempo perdido e aconselhar a jovem, que está grávida. Fora das telas, o ator de 45 anos encara um desafio ainda maior: a criação de seus seis filhos — Estêvão (1 ano e 8 meses), Maria Guilhermina (3), Maria Madalena (4), Gaspar (6), Inácio (13) e Vicente (15).

“Ser pai é ter espírito de doação. É um desafio, principalmente de paciência. É difícil muita gente falando o tempo inteiro, muito barulho, bagunça, as coisas somem, ninguém sabe quem pegou. Às vezes fico mais bravo do que deveria. Você tem que ver meus carrinhos de compra. Quando vou ao mercado, é uma atividade. Levo um fone de ouvido, pego aquele carrinho de dono de restaurante e boto 36 caixinhas de leite, sacão de limão, de laranja, 2kg de tomate... É sinistro”, relata Cazarré.

Apesar das dificuldades, o ator considera a paternidade sua verdadeira vocação e não descarta ampliar a família. “Agora, com seis filhos, a coisa já está mais complexa. Neste momento, a gente quer espaçar a próxima gestação, tentando não engravidar da maneira como a Igreja Católica fala que pode. É justo que o marido e a mulher namorem, isso fortalece a união entre os dois. E acho que é capaz de vir (mais um filho). Não estamos querendo agora porque a Letícia voltou a trabalhar, está com uma empresa de mentoria... Mas tenho a impressão de que ainda teremos mais um Cazarrezinho aí”, revela.

Nos últimos anos, Cazarré também demonstrou muita fé, especialmente durante o período em que sua filha Maria Guilhermina, atualmente com 3 anos e meio, enfrentou graves problemas de saúde. A menina, fruto do relacionamento com Letícia Cazarré, tem anomalia de Ebstein, uma cardiopatia congênita rara, e ficou sete meses internada após o nascimento. Atualmente, está em casa sob cuidados especiais e, uma vez por mês, precisa ir ao hospital para trocar a cânula da traqueostomia.

“Nossa meta para 2026 é ela conseguir sair do respirador de vez. Meu sonho é que ela possa comer comidinhas de verdade, porque até hoje se alimenta com fórmula. Profissionais a ajudam, porque ela ficou com sequelas do primeiro ano de vida. Ela tem um atraso motor e de cognição. E, como vive com a traqueostomia, não fala também. Queria muito ouvir a voz dela”, emociona-se o ator.