Cidades

Servidores de Maceió rejeitam proposta de reajuste da Prefeitura e cobram retomada das negociações

Seis sindicatos afirmam que percentual oferecido pela gestão municipal não garante ganho real e criticam parcelamento do aumento salarial

Redação 22/05/2026
Servidores de Maceió rejeitam proposta de reajuste da Prefeitura e cobram retomada das negociações
Servidores públicos municipaiis não aceitam proposta da Prefeitura - Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

As negociações salariais entre a Prefeitura de Maceió e os servidores municipais seguem sem avanço diante da falta de acordo entre as partes. Seis sindicatos que representam categorias do funcionalismo rejeitaram a proposta de reajuste apresentada pela gestão do prefeito Rodrigo Cunha e cobram a retomada imediata do diálogo.

A data-base dos servidores é o mês de maio, mas, até o momento, o Executivo municipal ainda não encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de lei referente ao reajuste salarial. A expectativa entre os representantes sindicais é de que o mês seja encerrado sem uma definição oficial sobre o tema.

As entidades defendem um reajuste linear de 10%, alegando a necessidade de garantir ganho real acima da inflação. Já a proposta apresentada pela Prefeitura prevê recomposição salarial total de 4,30%, dividida em duas etapas: 2% a serem pagos em julho e 2,37% em novembro.

Outro ponto rejeitado pelas categorias foi a proposta de pagamento das progressões acumuladas entre os anos de 2023 e 2025 apenas em 2027.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Maceió (Sindspref), Sidney Lopes, o percentual oferecido pelo município não atende às reivindicações do funcionalismo.

Segundo ele, a proposta se limita à reposição inflacionária, sem representar valorização efetiva dos servidores.

Os sindicatos também criticam o parcelamento do reajuste e afirmam que o modelo desconsidera a data-base da categoria. As entidades sustentam ainda que o município possui margem fiscal para ampliar a proposta.

Estudos apresentados pelos sindicatos apontam que os gastos com pessoal da Prefeitura estariam em torno de 40% da receita corrente, percentual abaixo do limite prudencial de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Mesmo diante desse cenário, as entidades avaliam que a gestão municipal adotou uma postura conservadora nas negociações.

Além do Sindspref, outros sindicatos reforçaram o discurso de unidade em torno da pauta salarial e intensificam a pressão para que haja avanço nas tratativas antes do fechamento da folha de pagamento de maio.