Cidades

Advogado relata queixas de produtores sobre atuação de agentes da Funai em Palmeira

Adeilson Bezerra afirma ter recebido vídeos e relatos de agricultores e proprietários rurais; denúncias incluem suposta falta de identificação prévia e abordagens consideradas intimidatórias

Redação com Assessoria 10/03/2026
Advogado relata queixas de produtores sobre atuação de agentes da Funai em Palmeira

O advogado Adeilson Bezerra voltou a relatar queixas de agricultores e proprietários rurais sobre a atuação de agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em áreas de Palmeira dos Índios. Segundo ele, novos relatos e vídeos teriam sido encaminhados por moradores da zona rural, apontando situações que, na avaliação dos denunciantes, teriam causado desconforto e apreensão durante visitas realizadas por técnicos do órgão.

De acordo com Bezerra, o material recebido mostra abordagens em imóveis rurais nas quais, segundo os reclamantes, agentes da Funai teriam ingressado nas propriedades sem identificação prévia suficiente e sem explicações consideradas adequadas pelos moradores. Ainda segundo o advogado, algumas dessas pessoas relataram ter se sentido intimidadas ao questionar a presença dos servidores.

O advogado orientou os agricultores a agir com cautela diante de qualquer proposta ou encaminhamento relacionado ao processo em curso. Na interpretação dele, os proprietários devem evitar assumir compromissos sem plena compreensão das consequências jurídicas e administrativas envolvidas.

Bezerra também sustenta que o debate sobre indenizações em áreas em disputa ou submetidas a procedimentos administrativos não estaria limitado apenas às benfeitorias realizadas nos imóveis. Segundo ele, há entendimento jurídico que, na visão da defesa dos produtores, deveria alcançar também outros aspectos patrimoniais, inclusive a chamada terra nua, tema que segue sendo objeto de controvérsia jurídica e política em âmbito nacional.

Na fala do advogado, as abordagens atribuídas por moradores a agentes da Funai estariam sendo interpretadas como mecanismos de pressão psicológica. Essa é a versão apresentada por ele, com base nos relatos que afirma ter recebido dos produtores rurais da região.

Apesar do tom crítico, Bezerra pediu serenidade aos proprietários e disse que a discussão ainda depende de desdobramentos judiciais e políticos. Segundo ele, o tema exige cautela, paciência e acompanhamento jurídico, já que decisões dessa natureza não costumam ter solução imediata.

O advogado afirmou ainda que continuará reunindo informações, vídeos e documentos para subsidiar a atuação em defesa dos agricultores que o procuraram.

A Tribuna do Sertão registra que as declarações acima refletem a versão apresentada pelo advogado e pelos produtores que o procuraram. O espaço permanece aberto para manifestação da Funai sobre os fatos narrados.