Cidades
Queda de energia queima transmissor da Rádio Cacique FM e expõe falhas da Equatorial Alagoas
A Rádio Cacique FM, que há mais de 20 anos presta serviços de comunicação e utilidade pública à população de Palmeira dos Índios, teve seu transmissor queimado após uma forte queda de energia seguida de retorno abrupto — um verdadeiro pisca-pisca — no fornecimento elétrico, de responsabilidade da Equatorial Alagoas.
Mesmo contando com toda a proteção possível, como no-breaks e baterias para preservar os equipamentos, a intensidade da oscilação elétrica foi suficiente para causar danos graves à estrutura técnica da emissora. O prejuízo comprometeu a transmissão em FM, obrigando a rádio a operar apenas de forma online, enquanto tenta viabilizar o reparo com a aquisição de novos equipamentos.
O episódio ganha contornos ainda mais graves diante da ausência de atendimento eficaz por parte da concessionária. O serviço 0800 disponibilizado pela Equatorial para registro de reclamações e pedido de reparação de danos simplesmente não funciona, segundo relato da emissora, impedindo qualquer encaminhamento formal para ressarcimento.
A situação reforça queixas recorrentes de consumidores em todo o estado sobre a má prestação do serviço, caracterizada por quedas frequentes, oscilações constantes e falta de transparência. Para a Cacique FM, o problema ultrapassa o prejuízo material: trata-se de um ataque indireto à comunicação comunitária, que informa, presta serviços e dá voz à população do interior alagoano.
Diante do ocorrido, cresce a cobrança por providências urgentes das autoridades competentes. A atuação da ARSAL, do Ministério Público de Alagoas e da Defensoria Pública de Alagoas é vista como essencial para apurar responsabilidades, fiscalizar a concessionária e garantir a reparação dos danos causados.
Para a direção da emissora, a Equatorial Alagoas age como se fosse imune à fiscalização, explorando o consumidor e ignorando prejuízos causados por falhas evidentes no fornecimento de um serviço essencial. “Não é um problema isolado, é um padrão de descaso”, resume o sentimento de quem depende da energia para trabalhar, comunicar e servir à comunidade.
Enquanto busca soluções técnicas para voltar ao ar em FM, a Rádio Cacique FM segue operando online, reafirmando seu compromisso com a população. O episódio, no entanto, deixa um alerta claro: sem fiscalização e responsabilização, o consumidor alagoano continuará pagando a conta da ineficiência.

Estúdio da Cacique FM em Palmeira dos Índios
Outras ocorrências
A instabilidade no fornecimento de energia elétrica também atingiu, nesta mesma data, outra emissora de rádio de Palmeira dos Índios. A Rádio Francês Agreste FM ficou fora do ar por mais de duas horas após uma queda de energia que afetou diretamente os estúdios da emissora. O programa apresentado pelo radialista Cláudio André foi interrompido de forma abrupta e só voltou ao ar depois que a energia foi restabelecida e os reparos técnicos emergenciais foram concluídos.
Os episódios reforçam a crescente insatisfação da população com a qualidade do serviço de energia elétrica no interior do estado. As reclamações, no entanto, não se limitam ao Agreste. Em Maceió, um apagão superior a três horas atingiu o bairro da Ponta Verde, deixando moradores completamente sem energia e gerando transtornos em residências, comércios e serviços. Segundo relatos, as queixas são constantes, sobretudo nos bairros da orla marítima e em áreas periféricas da capital, onde oscilações e quedas frequentes têm se tornado rotina.
O cenário evidencia um problema estrutural no fornecimento de energia em Alagoas, com impactos diretos na comunicação, na economia local e na vida cotidiana da população, enquanto a concessionária fatura milhões dos consumidores alagoanos, ampliando a pressão por respostas efetivas e providências concretas das autoridades responsáveis pela fiscalização do serviço.
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