Cidades
Dia a dia da Saúde e Educação destrói discurso de bom gestor de ‘prefeito-imperador’ em Palmeira
Nos últimos meses, a administração do prefeito Júlio Cezar tem enfrentado uma série de desafios que ameaçam minar o discurso de “bom gestor” que o acompanhou durante sua campanha eleitoral. Em que pese as obras de reforma das praças construídas com os R$100 milhões da CASAL, as áreas de saúde e educação, em particular, têm sido alvos de críticas crescentes por parte da população, e as recentes tentativas dos vereadores de abafar possíveis irregularidades têm levantado questionamentos sobre a transparência da gestão municipal.
No que se refere à saúde, os problemas são evidentes, especialmente na UPA, a porta de entrada de atendimento do cidadão, onde nos últimos 40 dias morreram duas crianças e até agora a causa mortis é desconhecida. Além disso, falta remédio no posto central que substituiu as farmácias das UBS. O prédio no Centro da cidade foi alugado para beneficiar um comerciante.
A presença de médico é precária nos postos. Em alguns destes, os profissionais trabalham, em outros não. Não existe carro para visita domiciliar do paciente acamado (home care), falta material para curativo, os consultórios dentário mal funcionam. As marcações de consultas e exames são raras, com quantidades limitadas para exames laboratoriais, mesmo o município possuindo o Laboratório Remi Maia que funciona de forma fracionada. O atendimento em especialidades por mês destina poucas vagas para cada PSF.

Há postos de saúde onde os profissionais trabalham em sem condições e o pior é que a gestão, o conselho de saúde e o sindicato da saúde sabem do ocaso e não fazem nada. A situação dos CAPS é precária também, com falta de medicamentos psiquiátricos para os pacientes, onde o pobre hoje em Palmeira dos Índios tem que comprar o que precisa, mesmo sem ter condições. A situação é tão grave que existe uma unidade de saúde onde o paciente precisa comprar o soro e a luva para fazer seu curativo.
Na Educação, a situação não é diferente. Escolas municipais enfrentam problemas de infraestrutura, como a Escola Marinete Neves que tem uma obra de reforma iniciada em 2017 e até hoje - seis anos depois – ainda não foi concluída. Alunos em sua maioria crianças e adolescentes são transportados em carros que mais parecem “latas de sardinha”, como apareceu na denúncia veiculada nest Portal Tribuna do Sertão na semana que passou e revelou o aperto em que passa esses jovens da Escola Balbino Ferreira, na Zona rural do município.
Pais e alunos também têm manifestado sua insatisfação, alegando que a qualidade da educação em Palmeira está abaixo do esperado.
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