Cidades
Bebê de um ano morre, após ser levada 3 dias à UPA de Palmeira dos Índios; família acusa a unidade de negligência médica
Uma bebê de um ano de idade faleceu, nesta quarta-feira, 31, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios. A criança, chamada Maria Isis, foi levada três dias seguidos para a unidade, apresentando febre, vômito e chegando a ter convulsões. A família acusa a UPA de negligência médica.
A mãe da bebê, Mara Alice, informou que, na segunda-feira, Maria Isis estava vomitando e os profissionais da UPA prescreveram uma medicação. Na terça-feira, a bebê voltou à unidade de saúde e o pediatra de plantão teria dito que não se tratava de vômito, mas de uma secreção. Além disso, a criança apresentava febre alta, que baixou após a aplicação de medicamentos. Nesse segundo dia, os profissionais do local alegaram que a enfermidade seria uma gripe e que não seria necessário realizar inalação ou um exame de raio-x.
Ainda de acordo com a mãe, a menina chegou a receber oxigênio e apresentou uma melhora, nesta quarta-feira. Depois de apresentar um início de convulsão, o pediatra responsável recomendou alguns medicamentos, inclusive diazepam. Também foi administrado soro à enferma.
Depois disso, a bebê começou a apresentar uma coloração roxa, momento em que a mãe questionou uma médica, que informou que aquilo se tratava de uma reação à medicação e da febre cessando. O doutor responsável foi chamado e passou mais remédios. “Eu vi que ela começou a ficar mal depois da medicação que deram prá ela”, disse Mara.
O quadro da bebê evoluiu e ela chegou a óbito.
Exames foram realizados no Laboratório Municipal Remi Maia, mas os resultados chegaram após a morte da bebê.
Os profissionais da UPA pretendem enviar o corpo da criança para o Sistema de Verificação de Óbito (SVO), em Maceió, para que seja identificada a causa da morte. A família da bebê se posicionou contra a decisão.
“A gente não tá concordando de ela ir pra Maceió. Agora isso, pra gente, não importa mais. A gente quer que eles façam alguma coisa; deem o prontuário da menina e liberem pra gente velar o corpo, em casa”, disse Cícera da Silva, avó de Maria Isis.
Apesar da discordância, o avô da criança informou que a família não quer confusão e que as normas serão seguidas. “É o protocolo deles, é como eles querem, e assim vai acontecer”, afirmou.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Palmeira dos Índios determinou, na noite desta quarta-feira, 31, que a Corregedoria Municipal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) apurem, no prazo de 15 dias, as causas que levaram a óbito a criança que, desde a última segunda-feira, deu diversas entradas na Pediatria 24h. A sindicância vai avaliar, inicialmente, a conduta dos profissionais, com base nos protocolos e o laudo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
A direção médica conversou com a família, repassou todos os procedimentos anotados no prontuário e explicou a importância de investigar a morte.
O secretário de Saúde, Jânio Marques, e a Adjunta, Alba Fontes, estiveram na Unidade de Pronto Atendimento, conversaram com a direção do serviço, o diretor médico, entre outros profissionais da Pediatria 24h.
Mais lidas
-
1CAMPEONATO BRASILEIRO
Grêmio empata com Red Bull Bragantino e desperdiça chance de entrar no G-4
-
2TELEVISÃO • NOVELA DAS 6
A nobreza do amor, nova novela das 6 da Globo, destaca aristocracia africana na TV
-
3DESFALQUE NA DECISÃO
Cássio sofre estiramento no joelho e desfalca Cruzeiro na final do Mineiro; Gerson está liberado
-
4SAÚDE
Anvisa aprova medicamento inovador que retarda avanço do diabetes tipo 1
-
5RETORNO ÀS NOVELAS
Três Graças: Luiz Fernando Guimarães retorna à TV após oito anos longe das novelas