Brasil
Brasil deve tratar terras raras como ativo geopolítico, diz ex-ministro da Defesa
Durante evento na Casa Lide, em São Paulo, nesta quarta-feira (30), o ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva — hoje vice-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) — afirmou que o Brasil precisa avançar no tratamento de suas reservas de terras raras, as segundas maiores do mundo.
"Nós temos matéria bruta das terras raras, mas todo mundo sabe que nós temos a segunda [maior] reserva de terras raras do mundo. Isso aí é de uma importância geopolítica", disse.
Segundo ele, ainda não houve sinalização direta dos Estados Unidos sobre o interesse no setor, mas reforçou que "o governo está empenhado", citando o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre Silveira.
A declaração ocorre em meio a tensões comerciais entre Brasil e EUA, após o presidente Donald Trump prometer, se reeleito, aplicar tarifas de 50% a produtos brasileiros. Em resposta, o governo pode recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em abril de 2025.
Questionado se as terras raras poderiam ser usadas como moeda de troca, Azevedo respondeu que o Ibram, com 301 associados, já se reuniu com Alckmin e informou que o setor acompanha de perto os impactos de eventuais barreiras comerciais nas importações e exportações de insumos ligados à mineração.
Por Sputinik Brasil
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