Brasil
PGR reitera pedido de condenação de Bolsonaro e outros 7 réus em alegações finais, diz mídia
A Procuradoria-Geral da República solicitou, na noite desta segunda-feira (14), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus envolvidos no núcleo central da trama golpista.
Segundo informações veiculadas pela Folha de S. Paulo, o posicionamento está nas alegações finais da acusação no processo, entregue por Paulo Gonet ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
"A cooperação entre si dos denunciados para esse objetivo derradeiro, sob a coordenação, inspiração e determinação derradeira do ex-presidente da República denunciado, torna nítida a organização criminosa, no seu significado penal", escreve Gonet no documento.
"Ainda que nem todos tenham atuado ativamente em todos os acontecimentos relevantes na sequência de quadros em que se desdobraram as ações contra as instituições democráticas, todos os denunciados colaboraram, na parte em que lhes coube em cada etapa do processo de golpe, para que o conjunto de acontecimentos que compõem os crimes denunciados ganhasse realidade, entrosando-se numa concordância de sentido e finalidade."
De acordo com a mídia, o procurador-geral ressalta ainda que, pelo exposto, "todos os personagens do processo em que a tentativa do golpe se desdobrou são responsáveis pelos eventos que se concatenam entre si".
Em postagem nas redes sociais, Bolsonaro diz que anistia trará paz à economia. Lula publica vídeo dizendo que vai enviar jabuticaba a Trump, afirmando que a fruta combate o mau humor.
O ex-presidente Jair Bolsonaro tornou a defender nesse domingo (13) a anisita aos envolvidos no 8 de Janeiro como forma de reverter a tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros exportados ao país.
Em junho, especificamente no dia 10, Bolsonaro negou envolvimento na trama que, de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), tem ele como protagonista em ações contra o Estado Democrático de Direito ao tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022, com o apoio de militares.
"Não me viram desrespeitar uma só decisão. Em nenhum momento eu agi contra a Constituição. Eu joguei dentro das quatro linhas o tempo todo. Muitas vezes me revoltava, falava palavrão, sei disso. Mas, no meu entender, fiz aquilo que tinha que ser feito", afirmou o ex-chefe de Estado.
Sobre a invasão do prédio dos Três Poderes, o ex-presidente chamou de "malucos" seus apoiadores que pedem por um novo AI-5 — uma intervenção militar no país que depredou os bens públicos.
"Tem os malucos que ficam com essa ideia de AI-5, de intervenção militar das Forças Armadas… que os chefes das Forças Armadas jamais iam embarcar nessa só porque o pessoal estava pedindo ali", respondeu ele. "Não tem nada meu ali estimulando aquela baderna que nós repudiamos, que nós nunca fizemos isso ao longo dos anos", disse.
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