Brasil
Por unanimidade, Carla Zambelli é condenada pelo STF a 10 anos de prisão e perda de mandato
Com o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, a Primeira Turma da Corte concluiu nesta quarta-feira (14) o julgamento contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) no processo em que é acusada pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por falsidade ideológica.
A decisão da turma para condenar Zambelli a 10 anos de prisão e também a perder o mandato como deputada federal foi por unanimidade. Além de Fux, votaram os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
De acordo com denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a deputada foi a autora intelectual do sistema do CNJ que emitiu um falso mandado de prisão contra Moraes.
Já o hacker Walter Delgatti, que confessou ter sido contratado pela deputada para invadir o sistema do Judiciário, já recebeu a condenação a 8 anos e 3 meses de prisão, além de ter que pagar R$ 2 milhões em danos morais coletivos juntamente com Zambelli.
A defesa da deputada ainda pode entrar com embargos de declaração, que pedem explicações mais detalhadas da sentença, porém sem poder de alterar a decisão. Após o julgamento, os advogados de Zambelli consideraram a pena injusta e pontuaram que a condenação ocorreu "sem provas irrefutáveis".
Zambelli pode ser condenada em outro processo no STF
A deputada federal também responde a um outro processo criminal na Corte por porte ilegal de arma de fogo. Na véspera do segundo turno das eleições de 2022, Zambelli foi flagrada em um vídeo apontando uma arma para um homem na rua após uma discussão. Na sequência, a deputada foi vista perseguindo a vítima no bairro dos Jardins, em São Paulo, e um disparo chegou a ser feito pelo segurança da parlamentar.
Até o momento, o placar do STF para condenar a parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto é de seis votos favoráveis e nenhum contrário. Porém, a conclusão do julgamento foi adiada após pedido de vista do ministro Nunes Marques.
Por Sputinik Brasil
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