Palanques e destinos separados
Após o resultado da eleição passada, “foram-se as alianças” e “ficaram os dedos”. A história de que os “palanques estão desarmados” é conversa mole e ninguém mais vai dormir de “touca” quando o assunto é compromisso político.
O governo fará até inicío de janeiro uma arrumação político-partidária visando se fortalecer, em que pese ter vencido a eleição na maioria das cidades alagoanas.
Durante a campanha, ficou claro em que campo estão jogando os atores da cena político-eleitoral. E não se pode dar moleza a inimigo. O exemplo de Dilma Rousseff está aí, atualíssimo. Ganhou a eleição com 54 milhões de votos e os derrotados (leia-se PSDB e cia.) aliados à mídia conservadora não deram trégua um segundo sequer até conseguirem armar o golpe e derrubar uma presidente legitimamente eleita pela maioria do povo brasileiro.
Em Alagoas os grandes grupos de comunicação também mostram preferências e o acirramento (diga-se de passagem desnecessário) nos palanques com ataques virulentos em todos os quadrantes serviu pra delimitar quem é quem na conjuntura política de 2018.
Inclusive as preferências desses veículos, que não adianta se enganar já tem compromisso para o próximo pleito.
No interior, quem agora venceu o governo ficará em campo oposto a Renan Filho na sua reeleição, porque os compromissos assumidos na eleição deste ano não permitem mudanças bruscas de palanque.
Na capital, o efeito parece pior porque o prefeito reeleito Rui Palmeira (PSDB) que venceu fácil Cícero Almeida, quer desbancar pessoalmente o governador Renan Filho (PMDB) na eleição vindoura e para isso deverá empenhar as “joias da coroa da capital”, deixando no trono o filho de Biu de Lira (PP).Rui não economizou ataques durante a campanha contra o pai do governador, o senador Renan que o respondeu à altura - após a eleição - e com vigor.
Para se ter uma ideia, Renan refrescou a memória do alagoano ao lembrar que Rui, quando perdeu a eleição para deputado-estadual em 2002 lhe pediu um emprego no senado federal e após ter sido nomeado foi fazerturismo por meses no Exterior e continuou percebendo a remuneração.
“Depois de Rui ter perdido uma eleição, tive que contratá-lo no Senado. Foi um erro, humildemente reconheço. Rui Palmeira não tinha preparo e não gostava de trabalhar. Além do outro empecilho, este insuperável porque moral: ele sempre fez pouco caso do dinheiro público”, disse o senador. A arrumação que Renan Filho (PMDB) deverá fazer em seu governo, após sua viagem de férias a Lisboa, será mais política do que técnica, porque o jogo já está iniciado e os times estão em campo com a faca nos dentes.
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