O voto comprado, tomado e roubado

10/10/2021
Desde as eleições com cédulas de papel, até atuais urnas eletrônicas, um fator sempre esteve presente a cada pleito, principalmente nas regiões mais pobres, a exemplo do Nordeste: a criminosa compra de votos. Ainda é muito comum pessoas transformarem seu voto em mercadoria, trocando-o por benefícios individuais e pouco éticos, muitas vezes até ilegais. Essas práticas são comumente denunciadas pela imprensa, por investigações feitas pela Justiça Eleitoral e ações da sociedade civil para combater o fenômeno. Todos esses casos mostram que a compra de votos ainda é uma prática bastante recorrente em parte do eleitorado. Quem nunca ouviu falar de alguém que trocou o voto por cesta básica, gasolina, materiais de construção. A compra e venda de votos costuma ter sua importância minimizada, uma prática às vezes até já naturalizada em determinados locais. Uma pesquisa encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostrou que pelo menos 38% dos entrevistados têm conhecimento ou já testemunhou algum caso de compra de votos.
Pedro Oliveira

Pedro Oliveira

Escritor e jornalista com vasta experiência em análise política. Autor dos livros “Arquivo Aberto/Crônica de um Brasil Corrupto”, “Brasil 2006 A História das Eleições” / “Manual Prático de Licitações e Contratos” “Resumo Político - Crônicas, histórias e os bastidores da política brasileira”. Articulista político da Tribuna do Sertão, Jornal Extra e Blog Resumo Político. Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB, Presidente do Instituto Cidadão e Membro Coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Atuou no Diário de São Paulo, Revista NÓS ( SP), Diários Associados ( Jornal de Alagoas), Jornal de Hoje. Fundador do Jornal Opinião e do Correio de Alagoas, este junto com o jornalista Pedro Collor de Mello.