Patrimônio abandonado
Palmeira dos Índios, município que é apresentado pelo prefeito Júlio Cezar como a “capital da cultura alagoana”, está muito longe de merecer essa denominação.Com todos os seus equipamentos culturais amplamente sucateados, pontos de visitação fechados, sem atrativos, visitantes, que vão sumindo cada vez mais , por falta de uma política de cultura e turismo profissionais, como diria certo administrador local: “é um desadoro”
Confesso que não entendo esse desprezo do prefeito pela pauta cultural. Há na cidade um visível progresso de administração de resultados, com investimentos em infraestrutura, saúde, mobilidade urbana, como não existiram nas últimas gestões. Foi graças a esse empreendedorismo de execuções de obras que lhe foi assegurada uma reeleição folgada.
A cidade tem uma numerosa Guarda Municipal, cujo objetivo é a defesa e cuidados com o patrimônio público. Mas onde ficam esses agentes de segurança e o que fazem? O principal museu do museu da cidade, por sinal abandonado ao tempo, foi assaltado pelo menos três vezes, recentemente e os ladrões sofreram um processo de “encantamento”. Por que não colocar guardas municiais em turnos sucessivos, durante 24 horas? Qual a dificuldade? É bom que o administrador esteja ciente que pode incorrer em crime de responsabilidade, por abandono do patrimônio público, do qual é “depositário fiel”.
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