Uma opção, uma decepção
Moro não foi tão grande quanto se esperava ao aceitar um Ministério para chamar de seu quando da eleição de Bolsonaro. Tinha um cargo vitalício, com possibilidade de natural ascensão, até diante de sua visibilidade na Lava Jato, mas resolveu antecipar uma “negociação”. Ao receber o convite condicionou ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Falou mais alto a velha e traiçoeira vaidade. Sua aceitação chegou a levantar suspeitas de que estaria se comportado durante o pleito com posições que favoreciam o candidato vencedor. Não parou para pensar o quanto poderia ser desastroso o presidente eleito, fato de fácil avaliação pelo seu histórico nada abonador de sanidade mental e envolvimento de seu entorno com um passado nebuloso. Não pensou duas vezes, queria ser ministro de Estado e depois ir para o topo da Magistratura ( STF) . Largou a brilhante carreira e apostou. Perdeu o jogo.
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