Em Alagoas, os servidores públicos são prioridades de qual governo?
Fato é que desde a ex-gestão do governador Renan Filho (MDB), os servidores públicos do Estado sempre enfrentam dificuldades quando o assunto é tratar sobre o reajuste de salários. A lembrar que uma das maiores injustiças da gestão de RF foi a famigerada retirada dos 14% nos salários de aposentados e pensionistas.
Todos lembram da luta que foi enfrentada para que, após um ano sugando o dinheiro do trabalhador, o erro fosse corrigido pela Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) que – erroneamente – aprovou o tal ‘Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado de Alagoas (RPPS/AL)’ em dezembro de 2019.
Agora, o embate dos servidores do Estado com o governador Paulo Dantas (MDB) é o reajuste salarial de 2023 do funcionalismo público que não convenceu a classe. Dantas garantiu a liberação de 3% em outubro deste ano e 2,79% em janeiro de 2024, totalizando apenas 5,79% dos 14,95% que almejam esses servidores.
Porém, a proposta do Governo de Alagoas tem sido recusada pela categoria. Tanto que ontem, 06, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) realizou uma mobilização para cobrar a implantação dos 14,95% de reajuste e as condições de trabalho.
“Saímos do Palácio ontem depois das onze da noite e na prática não houve avanço. Ele insiste no percentual de apenas 3% em 2023, e 2,75% só em janeiro de 2024. Nossa data base é maio, o percentual do piso da educação em 2023 é 14,95%. Essa proposta nos contempla de forma alguma. A categoria está indignada e mobilizada. Esperamos que o governador traga respostas para não ser preciso um enfrentamento maior”, explicou o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro.
Portanto, o embate dos servidores alagoanos é uma saga que passa de governo em governo e acontece desde gestões passadas. Na recente luta da classe, Renan Filho ficou marcado com a retirada dos 14% dos aposentados e pensionistas.
Já Paulo Dantas vai enfrentar uma disputa que não convenceu trabalhadoras e trabalhadores da educação de Alagoas. As “doses homeopáticas” nos reajustes salariais definidos para 3% em outubro deste ano e 2,79% em 2024, de fato, não é nem a metade do que as categorias desejavam conquistar este ano.

Fotos: Sinteal
Disparidade!
Enquanto isso, ano passado, é bom lembrar que o TJ-AL, MP Alagoas, TCE-AL e Defensoria Pública tiveram aprovados pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE) os créditos suplementares em mais de R$ 125 milhões (fora o que já tinha sido gasto o ano todo), após os pareceres favoráveis aos Projetos Leis (PLs) de suplementação à Lei Orçamentária Anual do Estado.
Fora – exatos – créditos suplementares na ordem de R$ 125.856.781 milhões a mais (só em 2022) para cada órgão gastar, em sua maioria, com “manutenção dos órgãos, gestão de pessoas e até ampliação e reformas de prédios” em todo o estado.
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Por fim, diante dessa tratativa harmônica e diferenciada em nosso estado, com enorme disparidade de salários, repasses e vantagens anuais, a pergunta que fica é: Em Alagoas, os servidores públicos são prioridades de qual governo?
Veremos!
É isto!
E viva a política dos políticos em Alagoas!
#VidaQueSegue
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