Entrevista com Zélia Macedo

11/11/2013
[caption id="attachment_6991" align="alignleft" width="160"]Zélia Macedo Zélia Macedo[/caption]
A entrevistada de hoje é a Professora Doutora Zélia Soares Macedo, Idealizadora e Coordenadora da Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Artes de Sergipe - CIENART -, que já está encaminhando-se para a sua terceira edição. Além disso, Macedo tem experiência na área de Física dos Materiais, com ênfase em nanomateriais, pigmentos cerâmicos, processamento a laser, cintiladores para imagens médicas e materiais bioconjugados. Participou da fundação do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais da Universidade Federal de Sergipe (P²CEM). Atua em parceria com empresas do estado de Sergipe, como a Cerâmica S/A, e é consultora científica da Casa da Ciência e Tecnologia da cidade de Aracaju. Sempre muito atenciosa, a Professora concedeu-me uns minutos para um bate-papo rápido.
 
 
Rafael Rodrigo: Como surgiu a ideia de fazer uma feira como a CIENART?
 
Zelia Macedo: A ideia surgiu durante uma reunião na FAPITEC/SE, em que estávamos avaliando a SNCT de 2011 e buscando propostas para aumentar a participação de professores e estudantes no evento. A ideia inicial era incentivar Feiras de Ciências nas escolas, mas rapidamente evoluiu para a organização de uma Feira Estadual de Ciências.
 
R.R.: Como vê a relação entre a execução de um projeto, artístico ou científico/tecnológico, com a construção de uma escola mais eficiente?
 
Macedo: A ideia de projetos pedagógicos já existe nas escolas. Vários professores e alunos já executam trabalhos inteligentes e criativos. O que falta é o registro e a valorização destas ações, para que outros sejam incentivados a também usar a experimentação para melhorar o aprendizado. Procuramos fazer isso com a CIENART.
 
R.R.: Quais os resultados imediatos desses dois anos de CIENART?
 
Macedo: O número de bolsas PIBICJr aumentou, a FAPITEC lançou um edital de auxílio a projetos de professores da rede pública, a SEED aumentou o apoio à participação na CIENART, as oficinas que realizamos durante todo o ano qualificam o professor e acrescentam pontos a seu currículo. Esses resultados têm um reflexo direto na qualidade da educação.
 
R.R.: Como analisa a ciência e a tecnologia no estado de Sergipe?
 
Macedo: O número de pesquisadores cresceu bastante devido ao grande número de contratações da UFS nos últimos anos. A qualidade da pesquisa que se faz em Sergipe é a mesma que se observa no resto do Brasil.
 
R.R.: Acredita que há incentivos suficientes para os discentes, do interior e da capital, para ingressar na Universidade e promover a Arte, a Ciência e a Tecnologia?
 
Macedo: Eu acredito que pessoas diferentes precisam de incentivos em quantidades diferentes. Para quem realmente quer fazer, nem é necessário incentivo. No entanto, eu posso dizer com certeza que os incentivos à pesquisa, à popularização da ciência, à ampliação de vagas no ensino superior e à interação universidade-empresa aumentaram bastante na última década. Os reflexos dessas mudanças na qualidade de vida da população começam a aparecer.
 
R.R.: Em sua opinião, a Universidade, pública ou particular, está preparada para acolher eventos como a CIENART e motivar discentes e docentes a desenvolver trabalhos que incentivem a melhoria nas comunidades dos discentes que desenvolvem o projeto?
 
 
Macedo: Sim. A Universidade acolhe bem essas iniciativas. É só ter gente disposta a trabalhar.  
Siglas usadas na entrevista:
 
FAPITEC/SE - Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe
SEED – Secretaria de Estado da Educação de Sergipe
PIBIC Jr – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Junior
SNCT – Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
 
Resumo da biografia extraído do currículo Lattes.
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