Atualidades
Polícia Civil aponta possível falha humana em acidente com ônibus de romeiros
Ausência de marcas de frenagem e relatos de sobreviventes reforçam suspeita; laudo pericial ainda irá confirmar causas
A Polícia Civil de Alagoas trabalha com a hipótese de falha humana como uma das possíveis causas do grave acidente envolvendo um ônibus que transportava romeiros e deixou 16 pessoas mortas, na rodovia AL-220, em um trecho do município de São José da Tapera, no Sertão do estado. A confirmação oficial, no entanto, dependerá da conclusão do laudo pericial, que ainda está em elaboração pela Polícia Científica.
De acordo com as informações preliminares repassadas pela investigação, não foram identificados sinais de frenagem na pista antes do local onde o veículo saiu da rodovia. A ausência dessas marcas levanta a suspeita de que o motorista não tenha tentado reduzir a velocidade ao se aproximar da curva sinuosa onde ocorreu o sinistro. O ônibus acabou despencando em uma ribanceira de aproximadamente cinco metros de altura, nas primeiras horas da manhã da última terça-feira (3).
O veículo transportava cerca de 60 passageiros que retornavam ao município de Coité do Nóia após participarem de uma romaria em Juazeiro do Norte, no Ceará. Testemunhas relataram que outros 16 ônibus, contratados pela prefeitura, faziam parte da mesma comitiva de romeiros. Ao todo, 15 pessoas morreram ainda no local do acidente, enquanto a 16ª vítima faleceu após ser socorrida. Outras 18 pessoas seguem internadas em unidades de saúde da região.
Relatos de passageiros sobreviventes indicam que o motorista teria passado direto pela curva, sem conseguir manter o controle do veículo. Em entrevista coletiva, o delegado da Polícia Civil, Antônio Carlos Lessa, informou que passageiros de um ônibus que seguia logo atrás do veículo acidentado serão chamados para depor. “Essas pessoas, assim como o motorista, irão relatar o que observaram no momento do acidente”, afirmou.
O condutor do ônibus permanece internado em estado grave. Paralelamente, a perícia técnica realizou exames no sistema de freios e medições para estimar a velocidade do veículo no momento do acidente. Segundo a Polícia Científica de Alagoas, novos exames complementares ainda serão realizados para a consolidação do laudo e o esclarecimento definitivo da dinâmica e das causas da tragédia.
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