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Reação a data centers
Há uma grande reação, nos Estados Unidos, contra a construção de data centers. Quase 100 bilhões de dólares em projeto foram interrompidos diante da resistência de moradores a esses empreendimentos. Isso hoje se reflete nos processos eleitorais. Planos têm sido bloqueados ou adiados. Muitos candidatos tratam do assunto, com uma visão crítica. De todo modo, as maiores empresas que lidam com a matéria investem cada vez mais (mais de 400 bilhões de dólares) na construção de data centers. É um crescimento irresistível.
Pesquisas mostram que a população já consome informações por plataformas digitais, como Google, Instagram, Youtube e Watsapp. Quase 10% dos brasileiros já consomem chatbots como fonte de informação. São números que tendem a crescer. É claro que esses sistemas podem apresentar “alucinações”, produzidos por IA, formando ciclos de retroalimentação de desinformação. Mas os usuários tendem a confiar nas respostas. Mas essas ferramentas como fonte primária de informação pode afetar o jornalismo e a sua responsabilidade editorial. Confia-se que a Justiça Eleitoral possa preservar a legitimidade de cada pleito. O TSE estuda o que tudo isso representa para a chamada liberdade de expressão, para que não se perca a confiança pública no processo eleitoral.
O que se busca é prevenir os riscos do uso da IA como geradora primária de informações.
Temos que enfrentar a montagem de usinas de mentiras, o que pode sacrificar a integridade da democracia brasileira.
Em artigo publicado na “Folha de São Paulo”, Luciano Huck afirma que campanhas eleitorais financiadas com recursos públicos deveriam ser proibidas de veicular áudios e vídeos produzidos pela IA generativa. Uma das ameaças mais graves é a da competição desleal. Os desvios podem ser evitados com uma fiscalização adequada. Esse processo de desmoralização da comunicação pública é “aterrorizante”, ainda mais se financiado com verba pública. Mas as empresas existentes devem garantir a integridade do processo eleitoral. Concluiu Luciano Huck: “A democracia brasileira não pode servir de laboratório para comunicação sintética financiada pelo contribuinte.
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