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O município de Coqueiro Seco
Vai descaindo a tarde. O sol formoso de nuvens purpurinas cortejado, descendo e vacilante...E além... Além da fímbria do horizonte, ergue-se o vento-sul impetuoso, terrível, sibilante! Começo esse artigo comentando esse lindo poema de Alcina leite e lembrando do saudoso jurista-escritor Antônio Aleixo Paes de Albuquerque, meu amigo, professor de Direito Penal da Universidade Federal de Alagoas, que aliás, pediu-me para escrever as orelhas de sua obra – O município de Coqueiro Seco -Contribuição para a História - tarefa honrada que cumpri à risca. E, por isso, passo a dissertar.
Na sua atuação como cultor do Direito, exerceu os cargos de relevo, a saber: Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de Alagoas, Presidente do Conselho Penitenciário de Alagoas, Juiz efetivo do Tribunal Eleitoral de Alagoas, Secretário de Segurança do Estado de Alagoas, Advogado de Ofício da Justiça Militar, além de membro da Associação Alagoana de Imprensa - AAI e membro da Academia Alagoana de Letras Jurídicas de Alagoas.
O município de Coqueiro Seco, sua terra natal, foi imortalizada em seu livro, prefaciado pelo Bel. José Gregório Paes de Albuquerque, Secretário-Geral da Municipalidade: ” Parabéns, portanto, ao Professor Antônio Aleixo Paes de Albuquerque, pelo trabalho magnífico e dignificante que acaba de elaborar para a posteridade; parabéns, igualmente, ao povo de Coqueiro Seco, por ter a primazia e a felicidade de conhecer a sua verdadeira história ”.
No Sumário, vê-se: Prefácio, Apresentação, Poesia Coqueiro Seco I, Denominação, Um marco histórico, Um visitante ilustre, Lagoa Mundaú ou do Norte, De povoação a cidade, Aspectos geográficos, Formação político-administrativa, Recursos econômicos, Aspectos sócio-culturais, Poesia Coqueiro Seco II.
Assim também decanto o poeta Manoel Cícero do Nascimento: “ Imagem solitária da colina, que se banha nas águas da lagoa, fitando o Mundaú que se declina Envolto ao areial da grande c’roa. Teu templo secular à luz se inclina, vencendo as intempéries e as garoas; teu longo coqueiral se descortina, às margens lamacentas das camboas..” Conheci-o declamando suas poesias na rua do Comércio.
A pesquisa realizada pelo Dr. Antônio Aleixo Paes de Albuquerque é digna de aplausos. Reflete sua cultura e seu amor à terrinha que lhe viu nascer e que congrega todo o bucolismo existente. Convivi com o autor por várias décadas, homem público que deixou marcas indeléveis que a poeira do tempo não conseguirá apagar. A legião de amigos sente até hoje sua precoce partida. Casado com a Professora Adélia Maria de Albuquerque, seus filhos queridos Ana, Daniel e Verônica. Rendo-lhe homenagens póstumas principalmente pela pessoa figalga, pela sua marcante atuação no Direito Penal e porque não dizer; por sua contribuição na educação alagoana.
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