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À Matriarca Almira!

Laurentino Veiga 09/09/2023
À Matriarca Almira!
Laurentino Veiga - Foto: Assessoria

A minha querida e saudosa esposa advogada Aurilene Morais da Veiga (03.09.1949 - 01.02.2021), prima de Almira Gouveia Alves Fernandes, assiste social, escritora, cordelista, originárias de Marechal Deodoro; nutria excelsa amizade à aniversariante (24.08.1923). Ambas fazem-me recordar do poeta muriciense Tito de Barros, vate da Saudade: “Eu vi minha mãe rezando / aos pés da Virgem Maria / Era um Santa escutando/ O que a outra santa dizia”. Convergem para uma amizade sedimentada pelo cimento da lealdade recíproca.

Almira Fernandes, casou-se como meu primo-escritor Dr. Judá Fernandes de Lima no dia 07.05.1966. Desse enlace matrimonial nasceu uma família bem estruturada, profissionalmente competente e, principalmente, católica. O DNA do amor adubou a prole, florescendo na cordilheira da vida. Hoje, respeita-se a competência de cada filha, bem como do filho único Dr. Paulo de Tarso Alves Fernandes, Procurador da Fazenda Nacional.

A Médica Ana Paula Fernandes Barbosa, casada com o competente empresário Paulo de Oliveira Barbosa. Netos: Paulyana Fernandes Barbosa, Paulo Arthur Fernandes Barbosa e Polyanne Fernandes Barbosa. Aurélia Magna Fernandes Motta Câmara, assistente social, herdou a profissão da genitora. Alda Celine Fernandes Ramos, arquiteta, casada com Helder de Morais Ramos, engenheiro-agrônomo. A caçula Regis Fernandes, Analista de Sistema. Todos inseridos no mercado de trabalho, quer na próspera Arapiraca, quer na capital das Alagoas.

Toda essa prosperidade familiar, advém de uma educação refinada da aniversariante do mês de agosto. Almira soube dosar amor, ternura, perseverança. Aliada ao paizão, avô, nonagenário. Nas suas múltiplas atividades profissionais na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, não perdeu o foco na família. E, sendo assim, frutificou o amor que dedicou à sua cara metade. Escreveram livros, plantaram árvores frutíferas e, agora, colhem os frutos dessa história de amor.

Judá Fernandes de Lima, filho de Tia Gertrudes, carinhosamente, chamada de Tude, mereceu a atenção de seu ilustre filho que a define na contracapa de seu festejado livro Um Genuíno Tangerino:

“Uma mulher extraordinária, de têmpera de aço, aguerrida, forjada a capricho, todavia despojada das vaidades mundanas. Sempre revoltada com coisa errada, injusta”. Sempre que visitava o casal na Terra de Manoel André, ia vê-la primeiramente, ao chegar perto de mim indagava: “Como vai Naninha - “ Respondia-lhe bem. Daí, iniciava-se uma bela prosa.

À matriarca Almira Fernandes, desejo-lhe muitos anos de vidas ao lado dessa família magnânima. Sua bem-sucedida trajetória ultrapassou os umbrais do tempo. Hoje, contempla o resultado de seu empenho, esforço, dedicação em prol de sua seara construída com amor e empreendedorismo familiar. Seja feliz e sempre!