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Educação na carioca
Para falar sobre educação na pós-pandemia, estivemos na Academia Carioca de Letras, a convite do seu presidente, Sérgio Fonta. Foi uma conversa agradável, em que repassamos a atualidade pedagógica do nosso país. É claro que abordamos a enorme evasão escolar no ensino médio, gerando a chamada “geração nem-nem” (dos que não estudam nem trabalham) e as perspectivas da necessária correção de rumos.
Criticamos a dança de ministros do governo passado e a enorme incompetência dos que ocuparam a pasta, além dos sucessivos cortes de verbas da Educação, sacrificando projetos essenciais. Também foi abordada a necessária revisão dos cursos de formação de professores (pedagogia).
Por outro lado, alimentamos expectativas favoráveis em relação à EAD (educação à distância). O Brasil já tem hoje mais alunos de EAD do que no ensino presencial – e esse é um dado fundamental. É preciso apenas melhorar a qualidade nessa modalidade, para evitar que esse esforço se perca.
Hoje em dia, não se pode cuidar da educação da mesma forma como se fazia há 20 ou 25 anos. A Robótica é uma realidade, da mesma forma como se aplica no processo a Inteligência Artificial. Quem não acordou para esse fato está naturalmente desconectado dos novos tempos, e isso redunda em prejuízo para o natural desabrochar do sistema escolar.
Um dos assistentes reclamou do corte do latim nas escolas secundárias do Rio de Janeiro. Lembramos que a língua portuguesa teve origem no latim popular – e esse abandono não conta com a nossa simpatia. Por outro lado, quiseram saber se concordamos com a criação de escolas cívico-militares em todo o país. Naturalmente, afirmamos que temos preferência por escolas regulares. Construímos 88 no período de 79 a 83, quando dirigimos a Secretaria de Estado de Educação e Cultura, em razão do apoio financeiro que nos foi dado pelo ex-governador Chagas Freitas. Agora, existe um movimento contrário e verbas são lamentavelmente suprimidas da área de Educação.
Aproveitando a presença do acadêmico Ricardo Cavaliere, fizemos uma declaração de votos favorável ao desenvolvimento da língua portuguesa nas escolas públicas e particulares. Houve reação favorável.
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