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O frustrado
Um poderoso Executivo, habituado às benesses do Poder à convivência diuturna com os subservientes, gabava-se de que, ao mínimo aceno, os seus não muito civilizados métodos de comandar e as suas mais extravagantes opiniões e desejos de extrema vaidade, eram imediatamente satisfeitos.
O hábito ambicioso pelas fama e o costume em ser obedecido, deu-lhe um “Status” Divino. Não suportava questionamentos. Sua vontade era invariavelmente acolhida sem protestos, mesmo que, em certas ocasiões, violassem regras, ferissem direitos e, o mais intrigante, até gerasse prejuízo aos seus grandiosos negócios.
Sua esposa generosa e que lhe atendia nos mais desprezíveis propósitos, após vários anos de sofrimento silencioso, fora acometida de mal incurável, levando-a à porte. O cruel, ambicioso e “infalível” Chefão, cujo único filho não lhe seguia os passos, desencaminhou-se para ações ilícitas, buscando mais fortuna e mando. Afastou-se do convívio paterno atribulado, que só mantinha em face de sua genitora, deixando do “Todo Poderoso” mercê de companhias, obviamente, interessadas em sua derrota, em seu declínio, em que pese o exercício da hipocrisia com que os comandados, em coro, cercavam o “Manda Chuva”.
Não é preciso demonstrar que os servos do momento, aguardavam ansiosos a decadência e a perda de Poder do Chefe, posto que fortuna, jás dava sinais de enfraquecimento. O ritual do “Beija Mãos” continuava, agora com mais frenesi, porque se aproximava o grande momento da vingança, quando surgissem os gestos de súplica, de humilhação e de “bondade”. Seu Deus fora apenas o Poder e o dinheiro.
O tempo implacável provocou umas reviras volta no destino do Déspota, levando-o ao desespero. Os negócios, diante da inércia e da sabotagem dos “fiéis súditos”, foram a causa da sua bancarrota. As dívidas e as cobranças se acumularam e, por derradeiro, restou-lhe o ostracismo, a depressão. Recordando um passado que imaginava de glória e inacabável, soluçava quando se lembrava dos conselhos da esposa. Martirizava-se ao sentir que, detendo fortuna e poder, deveria ter praticado atos de humanidade, servindo aos necessitados. Deixou passar inúmeras ocasiões de fazer o BEM.
MORAL DA HISTÓRIA: Exemplos deste teor existem. Ninguém é perfeito, mas não custa nada ser humilde, exercendo o poder ou administrando a fortuna com sabedoria, equilíbrio, bom senso e correção de atitudes, pensando sempre que os outros também possuem sentimentos.
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