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Oráculo da Economia
É notório o que escrevera BERTOLT BRECHT:”Há homens que lutam por um dia, e são bons; Há outros que lutam por um ano, e são melhores; mas há outros que lutam por toda a vida – esses são imprescindíveis.”.
Doutor Roberto de Oliveira Campos, cognominado de “Bo Fieds, nasceu no dia 17 de abril de 1917, para se transformar em cidadão do mundo à procura de um modelo de desenvolvimento visando otimizar este país que, no momento, experimenta a maior recessão econômica gerada pelos governos petistas.
Como então ministro do Planejamento do general-presidente Castelo Branco, desenvolveu suas habilidades inserindo inovações que mudaram a paisagem humana do Brasil, a saber: a criação do Banco Central do Brasil ( 31.12.64), do extinto Banco Nacional de Habitação, a Caderneta de Poupança, o Sistema Financeiro de Habitação e o FGTS que, por sinal, beneficiaram milhões de brasileiros.
Afora isso, instituiu o Estatuto da Terra, quase uma Reforma Agrária, a Reforma Bancária e a Lei da Remessa de Lucros, que regulamentaram o mercado de capitais, a Lei das Sociedades Anônimas e, finalmente, a unificação da Previdência Social.
Por outro lado, foi embaixador nos Estados Unidos/Inglaterra, senador da República pelo seu querido Mato Grosso ( 1982/1990), bem como deputado federal em dois mandatos pelo Rio de Janeiro ( 1990/1998), deixando marcas indeléveis que a poeira do tempo não conseguirá apagar.
Parafraseando o Oráculo da Economia: “ O Estado é um péssimo redistribuidor de renda, como prova o colapso dos Estados socialistas, que acabaram redistribuindo o desabastecimento e a pobreza. Se o Estado quer melhorar a distribuição de renda, só tem três coisas a fazer: debelar a inflação, que suga o bolso dos pobres: privatizar indústrias e vender patrimônio, para investir em educação básica, saneamento e saúde: reduzir impostos ( principalmente os indiretos, que afetam os pobres, deixando mais folga ao cidadão para cuidar de seu próprio destino.
Diante de sua profecia, vê-se hoje o Brasil mergulhado numa corrupção generalizada no Congresso Nacional. E, o pior, sem rumo na Economia a curto/médio e longo prazos. Michel Temer aposta nas reformas da Previdência/Trabalhista e, ao mesmo tempo, cede espaços generosos concedendo aumento salarias as classes privilegiadas desta Nação.
“ O Estado se tornara empreendedor, em vez de se concentrar m na missão de provedor. O Estado empresário se expandira em prejuízo do Estado social. Sob o pretexto de segurança estratégica, criaram-se inibições à atividade privada em áreas nas quais a ação estatal é ineficiente. A segurança estratégica, dizia eu, não depende da participação acionária e sim da capacidade eminente do Estado para a regulamentar, tributar, requisitar e desapropriar”.
Dir-se-ia que Roberto Campos pregou a saída da pobreza do país. Infelizmente, não deram a devida atenção ao profeta econômico. E, por isso, o Brasil caminha a passos lerdos em busca de seu próprio destino.
“ Registro com melancolia, uma ponta de autocrítica, que minha capacidade de compreensão e de previdão foi muito superior à minha capacidade de persuasão. Minha luta pela implantação no Brasil de uma economia de mercado, baseada na certeza da falência eventual do dirigismo socialista foi, em grande parte, uma pregação no deserto”.
Em sendo assim, suas palavras, suas ideias foram desrespeitadas. É uma pena que sua pregação se perdeu no mar da intolerância humana. Organização: Francis Lawrence.
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