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Espectros ressuscitados
Informa o jornalista Flávio Aguiar que na madrugada de segunda-feira a embaixada do Brasil em Berlim, e residência da nossa embaixadora, foi alvo de ataques a pedradas por dezenas de mascarados.
No dia seguinte apareceu uma mensagem na internet, em alemão, dizendo que o ataque usando as “armas do povo, as pedras” era um protesto contra a realização da Copa no Brasil.
Aguiar diz que iniciou-se uma sistemática campanha contra o Brasil na mídia alemã, europeia, através da televisão, rádio, jornais, revistas, mídia digital, que no País nada funciona, campeão da homofobia, corrupção, violência, agressão ao meio ambiente, miséria, pobreza, favelas, um fracasso sob qualquer aspecto que se olhe, inclusive no futebol.
De fato é uma ofensiva contra o governo da presidente Dilma, mas acima de tudo o alvo é a nação brasileira, seu papel internacional como membro dos BRICS, sobre a qual dizem “um País sem memória, a única cultura que existe é a do samba e música. Pior que o Brasil na América do Sul só a Venezuela”.
Que seria urgente “devolver o Brasil ao seu lugar de onde nunca deveria ter saído”. Essa agressão sem registros desde a 2ª Guerra Mundial, por parte das elites financeiras alemãs, não encontra guarida no povo germânico. Mas não é isolada.
Porque o centro dessa campanha de tentativa de desconstrução do País, da autoestima do povo brasileiro, negação da realidade objetiva, nossas possibilidades concretas, imensas potencialidades em médio prazo, tem um endereço, a City de Londres, sede do capital financeiro internacional na Grã- Bretanha.
Que é associado à grande mídia global oligárquica nas estratégias políticas do Mercado e são responsáveis e beneficiários dessa crise capitalista que assalta os direitos elementares dos cidadãos europeus levando-os ao total desespero.
Na Europa reaparecem, como espectros ressuscitados, fortes grupos nazistas aliados ao rentismo mas, como contraponto inadiável, avança a luta patriótica e popular de resistência em defesa do progresso social, das liberdades democráticas, soberania dos povos contra a escalada neofascista da Nova Ordem neoliberal.
O Brasil, pelo seu protagonismo econômico, geopolítico, está na linha de fogo e instado a defender as conquistas sociais, a democracia, a soberania nacional, sob graves ameaças.
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