Alagoas

Lei Maria da Penha, 20 anos: Alagoas alcança melhor resultado da série contra o feminicídio

Casos caíram de 21 para 14 entre janeiro e julho na comparação com 2016, segundo dados apresentados pelo governador Paulo Dantas

07/08/2026
Lei Maria da Penha, 20 anos: Alagoas alcança melhor resultado da série contra o feminicídio
Lei Maria da Penha, 20 anos: Alagoas alcança melhor resultado da série contra o feminicídio

Alagoas alcançou o melhor resultado de sua série histórica no combate ao feminicídio, segundo dados apresentados pelo governador Paulo Dantas (MDB) nesta sexta-feira (7), data em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos de vigência. Entre janeiro e julho deste ano, o estado registrou 14 casos, contra 21 no mesmo período de 2016, uma redução de 33,3%.

“Em Alagoas, proteger as mulheres é compromisso e resultado. No acumulado de janeiro a julho, os casos de feminicídio caíram de 21, em 2016, para 14, em 2026, uma redução de 33,3%”, publicou o governador nas redes sociais.

Paulo Dantas também apresentou outro recorte da série histórica. De acordo com ele, quando considerados os dados registrados desde 2016, a redução dos casos de feminicídio no estado chega a 18,9%.

“Olhando a série histórica, desde 2016 já reduzimos em 18,9% os casos de feminicídio no estado, o melhor resultado já registrado”, afirmou.

POLÍTICAS DE PROTEÇÃO


O governador atribuiu a redução às políticas permanentes de prevenção à violência, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores desenvolvidas em Alagoas.

Entre as iniciativas mencionadas estão o Alagoas Lilás, as Delegacias da Mulher, a Patrulha Maria da Penha, o monitoramento de agressores e a atuação integrada da rede de proteção.

“Esse número é fruto de políticas permanentes: Alagoas Lilás, Delegacias da Mulher, Patrulha Maria da Penha, monitoramento de agressores e uma rede de proteção que salva vidas”, declarou.

Na mesma publicação, Paulo Dantas informou que mais de 2.600 agressores foram presos em Alagoas somente em 2025. Segundo o governador, nenhuma mulher acompanhada pela Patrulha Maria da Penha foi vítima de feminicídio.

“Violência se combate com prevenção, proteção e ação. Proteger as mulheres exige política pública séria e trabalho todos os dias”, concluiu.