Alagoas

Paralisações semanais dos Trabalhadores da CASAL se fortalecem e crescem em todo o Estado

16/07/2026
Paralisações semanais dos Trabalhadores da CASAL se fortalecem e crescem em todo o Estado
Paralisações semanais dos Trabalhadores da CASAL se fortalecem e crescem em todo o Estado

Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) realizaram, nesta quarta-feira 15 de julho, mais um dia de paralisação em todo o estado. O movimento faz parte de uma série de mobilizações promovidas semanalmente pela categoria, sempre às quartas-feiras, com o objetivo de pressionar a direção da empresa a apresentar avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho - ACT.

Em Maceió, a concentração aconteceu no prédio-sede da CASAL, localizado no centro da capital. Já nos municípios do interior, os trabalhadores se reuniram nas unidades da empresa em cada cidade, reforçando a mobilização estadual.

As mobilizações seguem com forte adesão da categoria e acontecem em vários municípios, especialmente nas cidades de Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia Santana do Ipanema e Palmeira dos Índios, além de outras cidades com prédios da CASAL.

Segundo a categoria, as paralisações buscam cobrar um tratamento justo durante as negociações do ACT e denunciar o que classificam como uma política de desmonte da companhia. Os trabalhadores também manifestaram posição contrária ao avanço da privatização e ao sucateamento da estatal.

Os trabalhadores afirmam que a empresa enfrenta um processo contínuo de enfraquecimento estrutural, que, segundo eles, teria como finalidade justificar uma futura privatização total da CASAL. Para a categoria, a manutenção da companhia como empresa pública é fundamental para garantir que o abastecimento de água e os serviços de saneamento básico permaneçam como direitos da população, e não sejam conduzidos prioritariamente pela lógica do lucro privado.

Outro ponto destacado durante a mobilização foi a diferença de tratamento entre a diretoria e os demais empregados da empresa. Segundo os trabalhadores, o presidente da CASAL e toda a diretoria executiva já tiveram seus reajustes salariais assegurados, enquanto os empregados que atuam diretamente na operação da companhia permanecem sem uma proposta considerada satisfatória nas negociações do ACT.

Para a categoria, se existe disponibilidade orçamentária para conceder reajustes ao alto escalão da empresa, o mesmo compromisso deve ser estendido aos trabalhadores responsáveis pela operação diária do sistema de abastecimento e saneamento em Alagoas.

Os manifestantes afirmam que não reivindicam privilégios, mas tratamento isonômico nas negociações salariais. Segundo eles, é injustificável que a diretoria tenha seus reajustes garantidos enquanto os trabalhadores seguem acumulando perdas inflacionárias e aguardando uma proposta que contemple a valorização da categoria.

A categoria espera que a direção da empresa se sensibilize e avance nas negociações, como também que o governo do Estado não permita o tratamento que a direção da CASAL está tendo com seus trabalhadores, pondo um fim ao impasse que prejudica a todos.