Alagoas
Renan Filho questiona Banco Master, BRB e promete manutenção da folha do Estado em banco público federal
O senador Renan Filho (MDB) voltou a tratar publicamente do caso Banco Master e fez críticas ao uso de instituições financeiras fora do eixo dos bancos públicos federais para movimentação de recursos ligados ao poder público. Em fala durante encontro político, o senador questionou a relação entre o Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) e a folha de pagamento da Prefeitura de Maceió.
Renan iniciou a fala lembrando a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília, operação que ganhou repercussão nacional nos últimos meses. Em seguida, citou a folha salarial do município de Maceió, paga pelo BRB, para reforçar seus questionamentos sobre a escolha de instituições financeiras em operações envolvendo dinheiro público.
“Quem paga a folha da Prefeitura de Maceió? Banco de Brasília”, afirmou o senador, ao perguntar também se os presentes conheciam alguma agência do BRB em Alagoas.
Na sequência, Renan Filho associou o tema ao debate sobre os recursos aplicados no Banco Master e cobrou explicações. Segundo ele, perguntas sobre a destinação de dinheiro público não devem ser tratadas como ataque político, mas como parte legítima da fiscalização democrática.
“Por que botou o dinheiro no Banco Master? Por que paga a folha no Banco de Brasília?”, questionou.
O senador também aproveitou a fala para assumir um compromisso público caso venha a disputar e vencer a eleição para o Governo de Alagoas. Segundo Renan Filho, uma eventual gestão sua não pagará a folha do serviço público estadual por bancos privados ou instituições sem presença consolidada no sistema bancário federal.
“No meu governo, se eleito for depois dessa pré-campanha, eu não vou pagar a folha do serviço público alagoano fora de banco público federal. Ou Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal. Comigo, não”, declarou.
Renan Filho também criticou o que classificou como tentativa de intimidar pessoas que questionam o caso Banco Master. Ele citou relatos de pessoas processadas após fazerem perguntas sobre o tema e afirmou que os próprios professores e servidores têm cobrado respostas, inclusive em protestos realizados em frente à Polícia Federal.
Para o senador, judicializar questionamentos sobre dinheiro público revela dificuldade de justificar escolhas administrativas. “Esse tipo de ataque é de quem não consegue se defender, justificar o que fez”, afirmou.
Na parte final da fala, Renan Filho ampliou o tom político e fez uma defesa da democracia e da liberdade de expressão. Segundo ele, apesar das falhas do sistema democrático, a resposta não pode ser a redução dos espaços de debate, fiscalização e crítica pública.
“A democracia tem falha, mas o ataque à democracia vai, vai, vai e depois morre”, disse o senador.
Renan afirmou ainda que o Brasil precisa preservar o direito ao argumento, à divergência e à cobrança pública. Para ele, regimes sem liberdade concentram decisões em poucas pessoas e impedem a sociedade de questionar seus governantes.
“O remédio é mais democracia e não menos democracia”, concluiu.
A fala ocorre em meio ao crescimento do debate político em Alagoas sobre aplicações financeiras, previdência pública, atuação de bancos e liberdade de questionamento por parte de jornalistas, servidores, parlamentares e cidadãos.
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