Alagoas

Sala de Espera do HEA orienta acompanhantes sobre doação de sangue

Ação do Hospital de Emergência do Agreste reforça a importância da doação voluntária e da manutenção dos estoques do Hemoal

Agência Alagoas 11/06/2026
Sala de Espera do HEA orienta acompanhantes sobre doação de sangue
Projeto Sala de Espera do HEA orienta acompanhantes sobre doação voluntária de sangue - Foto: Tony Medeiros / Ascom HEA

O Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em parceria com a Agência Transfusional, Serviço Social, Psicologia, Enfermagem e Ouvidoria, intensificou as atividades do Projeto Sala de Espera durante a Campanha Junho Vermelho. A iniciativa levou orientações a acompanhantes e visitantes de pacientes internados sobre a importância da doação voluntária de sangue.

Criado para aproximar as equipes do público, o Projeto Sala de Espera compartilha informações sobre rotinas, protocolos institucionais e serviços oferecidos pelo HEA, além de abrir espaço para o esclarecimento de dúvidas de familiares e acompanhantes. No Junho Vermelho, a ação amplia esse diálogo com foco na conscientização sobre a doação de sangue.

As orientações ocorrem nos momentos que antecedem o horário de visitas aos pacientes internados. A equipe do HEA destacou a necessidade de manter estáveis os estoques de sangue do Hemocentro de Alagoas (Hemoal) e incentivou os participantes a disseminarem as informações entre familiares, amigos, vizinhos e comunidades onde vivem.

O Junho Vermelho ganha destaque por marcar o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. O período também exige atenção porque, historicamente, há redução no número de doações em razão do aumento de doenças respiratórias no inverno e das férias, quando muitas pessoas viajam.

No Hospital de Emergência do Agreste, a Unidade Arapiraca do Hemoal é parceira permanente na manutenção dos atendimentos que demandam transfusões. O HEA é referência para 46 municípios da II Macrorregião de Saúde de Alagoas, que abrange o Agreste, o Sertão e o Baixo São Francisco.

O coordenador do Grupo de Trabalho de Humanização, assistente social Rodrigo Barbosa, explicou que a inclusão da temática da doação de sangue nas atividades do Projeto Sala de Espera atende a uma solicitação da direção-geral do Hospital de Emergência do Agreste.

“Há alguns anos, a diretora-geral Bárbara Albuquerque solicitou que o projeto também trabalhasse a conscientização sobre a doação de sangue voluntária, incentivando as pessoas a procurarem a Unidade Arapiraca do Hemoal. Desde então, a equipe multidisciplinar realiza essas orientações diariamente e intensifica esse trabalho durante o Junho Vermelho, mostrando a importância desse gesto para manter sempre adequado o estoque de sangue do hemocentro”, destacou.

A coordenadora da Agência Transfusional do HEA, biomédica Fernanda Lins Paes Barreto, ressaltou que o mês de junho exige atenção especial devido ao aumento da demanda por transfusões.

“É sempre muito importante. O Hospital de Emergência do Agreste todos os dias se preocupa com essa questão. Nesse mês de junho, com o aumento dos acidentes e das festividades, a demanda transfusional também aumenta, e sentimos a necessidade de levar essa informação aos familiares e à população para que possamos abastecer os hemocentros e manter nossos estoques adequados para atender todos os pacientes que necessitam de transfusão”, afirmou.

Durante a ação, Fernanda também apresentou os critérios básicos para quem deseja doar sangue. Segundo ela, pessoas a partir de 16 anos podem ser doadoras, desde que adolescentes de 16 e 17 anos estejam acompanhados pelo responsável legal ou apresentem autorização. Também é necessário pesar, no mínimo, 50 quilos, estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e comparecer alimentado, evitando alimentos gordurosos e derivados de leite antes da doação.

A biomédica explicou ainda que a doação passa por avaliação antes da coleta. “Durante a doação, a pessoa passa por uma triagem clínica, onde o médico avalia se ela está apta naquele dia ou não para realizar a doação”, disse Fernanda Lins Paes Barreto.

Relato

A ação contou com a participação especial de um doador voluntário que estava no HEA para visitar uma irmã internada. Natural de Água Branca, em Alagoas, e morador de Ribeirão Preto, em São Paulo, Marcos Gomes de Oliveira, de 53 anos, compartilhou sua experiência como doador.

Ele relatou que veio ao HEA visitar a irmã, de 63 anos, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi transferida de Delmiro Gouveia para o hospital, em Arapiraca. Mesmo sem poder doar neste momento, por ter realizado uma doação há cerca de um mês, Marcos fez questão de reforçar a importância do gesto.

“É importantíssimo, porque a gente nunca sabe o que acontece amanhã. Às vezes, amanhã somos nós que estamos precisando do sangue. Por isso é importante ter sempre esses doadores voluntários. Eu e minha esposa somos doadores, graças a Deus. Quando completa o período, a gente vai lá e doa novamente”, contou.

Marcos também destacou a relevância da ação promovida pelo Hospital. “Essa ação é importantíssima porque esclarece a população e os acompanhantes dos pacientes. É uma forma de mostrar que a doação precisa ser uma consciência de todos”, afirmou.

Para Fernanda Lins, a presença de um doador voluntário durante a atividade demonstra a importância de transformar a doação em hábito.

“A gente fica muito feliz com esse depoimento de uma pessoa que já despertou essa consciência. Não é apenas quando um parente precisa. A gente precisa entender a necessidade de sempre fazer essas doações e ser um doador voluntário”, ressaltou.

Campanhas

A coordenadora da Agência Transfusional explicou que as campanhas também estimulam a chamada doação de reposição, quando familiares e amigos de pacientes atendidos realizam doações para contribuir com a manutenção dos estoques.

“As bolsas utilizadas pelos pacientes são provenientes de doadores que já fizeram esse ato. Então, quando solicitamos essas doações, é uma forma de conscientizar os familiares para repor e manter o estoque do hemocentro seguro e, consequentemente, o estoque da Agência Transfusional também”, explicou.

Fernanda acrescentou que a mobilização pode ser feita em grupos, envolvendo familiares, amigos, colegas de trabalho, escolas e faculdades. “É uma forma de um incentivar o outro e disseminar essa consciência. Existem projetos como o Doador do Futuro, do Ministério da Saúde, que trabalha com os jovens para despertar desde cedo a importância desse ato voluntário e altruísta que salva muitas vidas”, concluiu.