Alagoas

Médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão alerta para aumento de doenças respiratórias em crianças

Mudanças climáticas elevam casos e exigem atenção redobrada de pais e responsáveis, especialmente em bebês menores de 1 ano

01/06/2026
Médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão alerta para aumento de doenças respiratórias em crianças
Médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão destaca aumento de doenças respiratórias em crianças durante o clima instável. - Foto: Pedro Júnior/ Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

As recentes mudanças bruscas de temperatura e as variações climáticas registradas nas últimas semanas provocaram um aumento significativo nos casos de doenças respiratórias em crianças. O alerta é do médico Helion Lisboa, do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, que ressalta a vulnerabilidade dos bebês menores de 1 ano às complicações causadas por vírus nocivos.

De acordo com Helion Lisboa, os principais sintomas dessas doenças incluem febre, coriza, dificuldade para respirar, chiado no peito e congestão nasal. Entre os diagnósticos mais comuns estão gripes, resfriados, bronquiolite e crises alérgicas.

O médico explica que as doenças respiratórias são favorecidas pelas mudanças climáticas, que aumentam a circulação do vírus e agravam os quadros, especialmente em crianças pequenas. “Os bebês têm o sistema imunológico em desenvolvimento e, por isso, são mais sensíveis às mudanças de temperatura, apresentando desconforto, chiado no peito e dificuldade para se alimentar”, destacou o profissional.

Segundo Helion Lisboa, é fundamental que pais e responsáveis ​​fiquem atentos aos sinais de alerta. "Entre esses sinais são respiração acelerada, esforço severo, lábios arroxeados, febre persistente, deficiência excessiva e recusa alimentar. Nesses casos, a orientação é procurar assistência médica imediata", orienta.

Prevenir

Entre as medidas preventivas essenciais para reduzir as complicações respiratórias na infância e evitar o agravamento dos quadros clínicos está a vacinação. "Além disso, é importante higienizar as mãos com frequência, evitar a exposição das crianças a mudanças bruscas de temperatura, ambientes fechados e contato com fumaça. Nos bebês, a lavagem nasal com soro fisiológico também contribui significativamente para melhorar a respiração", explica o médico.

O profissional acrescenta que o tratamento deve ser individualizado, podendo incluir hidratação, controle de febre, nebulização, fisioterapia respiratória e acompanhamento contínuo nos casos que desbloqueiam maior atenção. “É fundamental evitar a automedicação e buscar atendimento profissional diante dos primeiros sinais de agravamento”, recomenda.