Alagoas

Com redução de 63,6% nos homicídios, Alagoas registra mais um mês histórico desde 2012

01/06/2026
Com redução de 63,6% nos homicídios, Alagoas registra mais um mês histórico desde 2012
Os cinco primeiros meses deste ano foram os menos violentos da série histórica - Foto: Ascom SSP/AL

As ações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL) em garantir mais segurança à população conquistaram mais um resultado histórico: os cinco primeiros meses deste ano foram os menos violentos da série histórica. No acumulado, o estado destruído 63,6% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em comparação ao mesmo período de 2012.

 

De acordo com dados do Núcleo de Estatística e Análise Criminal da Secretaria da Segurança Pública (Neac/SSP), foram 364 casos em 2026 e no primeiro ano da série histórica 1.000 ocorrências. Quando comparado aos anos de 2013 e 2014, a queda é de 61,7% e 63,3%, respectivamente. Já em relação aos primeiros cinco meses de 2025, quando o estado contabilizou 441 homicídios, a redução foi de 17,5%.

 

O mês de maio de 2026 também entrou para a história como o mês que mais impediu a CVLI com o registro de 73 mortes. Em relação a maio de 2025, o aumento foi de 20,7%. Já no comparativo com o mesmo mês dos três primeiros anos da série histórica (2012, 2013 e 2014), a queda ultrapassa os 60%, sendo 60,1%, 61,6% e 61,8% respectivamente.

 

Ainda segundo as informações fornecidas pelo Neac/SSP, Alagoas não registrou nenhum feminicídio em maio deste ano. O secretário da Segurança Pública, Flávio Saraiva, celebrou o fato deste ser o segundo mês seguido sem crimes desta natureza.

 

“Muito feliz em anunciar que não houve mortes de mulheres por causa do gênero ou dentro do contexto de violência doméstica por mais de 60 dias em nosso estado, principalmente, no dia em que iniciamos uma grande operação de combate à violência contra o público feminino. A operação Mulher Segura prendeu onze homens e vai seguir até o fim do ano com foco no enfrentamento aos crimes contra mulheres. Seguiremos firmes e em breve lançaremos o Pronta, programa de colaboração à autodefesa, para fortalecer o trabalho integrado já desenvolvido pelo governo Paulo Dantas”, afirmou o secretário.

 

No acumulado, também houve queda de 38,5% no número de feminicídios. Entre janeiro e maio deste ano, foram registados oito crimes, já no mesmo período de 2025 foram 13 casos.

 

Maceió e Arapiraca

 

O Neac também divulgou os dados relacionados às duas maiores cidades do estado. Nos cinco primeiros meses deste ano, Maceió registrou 134 homicídios – uma redução de 10,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando tiveram 150 casos.

 

No comparativo com os cinco primeiros meses de 2012, a capital alagoana teve um incidente mais especial: os homicídios caíram 65,8%. No mesmo período do primeiro ano da série histórica foram 392 mortes violentas.

 

Arapiraca também conquistou uma queda expressiva de 53,4%: de janeiro a maio deste ano foram 27 casos, já em 2012 foram 58 homicídios. Em relação ao mesmo período de 2013 (74), a queda foi de 63,5%. No comparativo com 2025 (25), houve um aumento de nível. Apesar do acréscimo de duas ocorrências, a cidade do Agreste está há oito dias sem homicídios.

 

Zeros

 

Vinte e um município de Alagoas estão há mais de 200 dias sem registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). O destaque é para Paulo Jacinto que não registra homicídios por 1.397 dias. Completam a lista das cinco cidades com mais tempo sem CVLI, Jacaré dos Homens (1.188), Pariconha (1.065), Mar Vermelho (891) e Cacimbinhas (836).

 

O resultado também comemorado foi feito pelo secretário da Segurança Pública, Flávio Saraiva.

 

"Esse é o sucesso do trabalho integrado que as forças de segurança têm desempenhado com o apoio crucial dos investimentos realizados pela gestão. Onde os crimes estão ocorrendo, estamos trabalhando cada vez mais para combatê-los. Nosso objetivo é garantir a tranquilidade para todo o território alagoano e contamos com o apoio da população, que pode ajudar na ampliação do enfrentamento à violência através de denúncias ao 181", afirmou Flávio.