Alagoas

Samu realiza rodas de conversa para conscientizar sobre abuso sexual infantojuvenil

Ação integra campanha nacional e reforça a importância da identificação e denúncia de casos de violência contra crianças e adolescentes.

28/05/2026
Samu realiza rodas de conversa para conscientizar sobre abuso sexual infantojuvenil
Profissionais do Samu participam de rodas de conversa sobre combate ao abuso sexual infantojuvenil. - Foto: Arnaldo Santtos / Ascom Samu

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maceió promoveu uma série de rodas de conversa com seus profissionais. A iniciativa faz parte da campanha nacional Maio Laranja e teve como principal objetivo sensibilizar os socorristas para a importância de um olhar atento durante os atendimentos diários, especialmente diante de suspeitas de violência sexual contra menores.

As atividades aconteceram na sede da Central do Samu Maceió, na base descentralizada da capital localizada no Hospital Metropolitano, e em outras unidades.

A ação alertou os profissionais para o fato de que, muitas vezes, casos reais de abuso podem se apresentar disfarçados como outras emergências, exigindo atenção redobrada para que a violência não passe despercebida.

De acordo com as assistentes sociais Jordana Alves Silva e Maria Liege Batista Araújo, o principal propósito das rodas de conversa foi orientar os socorristas a adotarem um olhar cuidadoso diante de possíveis casos de abuso ou violência contra crianças e adolescentes.

Elas ressaltaram que as suspeitas, ainda que não confirmadas no momento, devem ser notificadas imediatamente, para que sejam devidamente investigadas e encaminhadas à Rede de Atenção às Violências (RAV) e órgãos competentes, assegurando a resolução adequada de cada situação.

A psicóloga do Samu, Amália Jambo Muniz Falcão, complementou que a notificação rápida é fundamental para romper o ciclo de violência. “Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda diretamente. Cabe ao profissional de saúde identificar sinais e acionar os mecanismos de proteção”, enfatizou.

O coordenador geral do Samu, Mac Douglas de Oliveira Lima, destacou que o Samu é uma porta aberta para todo tipo de atendimento relacionado à violência. Ele reforçou que os profissionais devem manter um olhar ampliado sobre casos que envolvam crianças, adolescentes, mulheres e populações vulneráveis, prestando um atendimento de qualidade e, sobretudo, digno a todas as vítimas. “O objetivo maior do Samu é salvar vidas. E salvar vidas também significa acolher, proteger e denunciar”, afirmou.

O técnico de enfermagem do Samu, Júnior Holanda, que atua na motolância, salientou que o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres é uma responsabilidade coletiva.

“A conscientização dos socorristas impulsiona a prevenção, o acolhimento das vítimas e a denúncia de situações de violência. O silêncio protege o agressor, enquanto a informação e o apoio salvam vidas e restauram dignidades. É fundamental promover educação, respeito e proteção aos direitos humanos em todos os espaços sociais. Denunciar é um ato de cuidado, coragem e compromisso com a vida”, afirmou.

Nunca fiquem impunes

A data de 18 de maio foi instituída pela Lei Federal 9.970/2000 em memória do “Caso Araceli”, crime hediondo ocorrido em 1973, em Vitória (ES), quando uma menina de apenas oito anos foi sequestrada, drogada, estuprada e assassinada.

A campanha visa manter viva essa memória para que crimes semelhantes jamais fiquem impunes.

Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 (Direitos Humanos), Polícia Militar (190) ou conselhos tutelares.