Alagoas

Alagoas é o 2º estado que mais evoluiu em solidez fiscal no Brasil, aponta CLP

Ranking do Centro de Liderança Pública destaca avanço de Alagoas na gestão fiscal e no equilíbrio das contas públicas entre 2023 e 2025.

26/05/2026
Alagoas é o 2º estado que mais evoluiu em solidez fiscal no Brasil, aponta CLP
Alagoas se destaca como o 2º estado que mais evoluiu em solidez fiscal, segundo estudo do CLP. - Foto: Gabrielly Barreto/Ascom Sefaz

Alagoas conquistou a segunda posição entre os estados brasileiros que mais evoluíram no pilar de Solidez Fiscal nos últimos três anos, segundo estudo do Centro de Liderança Pública (CLP).

O levantamento analisa a evolução das unidades federativas em relação ao próprio desempenho entre 2023 e 2025, apontando os estados que apresentaram maior avanço fiscal. Na pesquisa divulgada pelo CLP, Alagoas fica atrás apenas de Goiás entre os estados com melhor desempenho evolutivo em Solidez Fiscal.

A pesquisa integra o Ranking de Competitividade dos Estados e avalia a trajetória a partir de métricas relacionadas à gestão pública. Os rankings são ferramentas desenvolvidas pelo CLP para mensurar a capacidade dos entes federativos em promover bem-estar à população. Os estudos, baseados em dados oficiais, analisam áreas como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, inovação, sustentabilidade ambiental e solidez fiscal.

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz) tem papel estratégico nos resultados voltados à solidez fiscal, atuando diretamente na arrecadação, no controle das contas públicas, no equilíbrio financeiro e na gestão orçamentária.

O desempenho de Alagoas na classificação reflete ações voltadas à aplicação responsável dos recursos públicos, ao fortalecimento das receitas estaduais e ao acompanhamento das despesas, contribuindo para a manutenção da saúde financeira do Estado.

Renata dos Santos, secretária de Estado da Fazenda de Alagoas, destaca que o avanço de Alagoas em Solidez Fiscal potencializa a credibilidade institucional do Estado perante investidores, órgãos de controle e instituições financeiras. Segundo ela, a melhoria dos indicadores amplia a capacidade do governo de planejar políticas públicas de longo prazo e garante maior segurança para a execução de projetos estratégicos.

“Quando o Estado apresenta evolução consistente em indicadores fiscais, isso gera mais confiança na gestão pública e amplia as possibilidades de captação de investimentos e de execução de políticas estruturantes. A solidez fiscal não representa apenas equilíbrio das contas, mas também a criação de condições para que o governo mantenha serviços públicos, realize investimentos e tenha maior capacidade de resposta diante de desafios econômicos”, ressaltou.

Pontos de destaque na evolução

Entre os destaques está a taxa de investimento, que alcançou 14,93% em 2025, garantindo avanço de quatro posições no cenário nacional. O índice mede a relação entre os investimentos liquidados e a receita corrente líquida.

Outro destaque foi o indicador da regra de ouro, no qual Alagoas registrou índice de 17,21% em 2025, avançando 14 posições no ranking nacional e alcançando o primeiro lugar no Nordeste. O desempenho está associado à responsabilidade fiscal e à sustentabilidade dos investimentos públicos.

No resultado primário, o Estado apresentou melhora relativa, avançando oito posições no cenário nacional. Já na poupança corrente, Alagoas subiu 15 colocações e conquistou a segunda posição regional, refletindo maior capacidade de investimento com recursos próprios.

O indicador de gasto com pessoal também apresentou evolução, com avanço de sete posições nacionalmente e a segunda colocação entre os estados nordestinos, mantendo-se abaixo do limite constitucional.

“Esse resultado demonstra o avanço na gestão fiscal e a responsabilidade com o equilíbrio das contas públicas, além da capacidade de investimento. A Sefaz tem atuado de forma estratégica para potencializar a arrecadação, acompanhar as despesas e garantir sustentabilidade financeira ao Estado”, afirmou Marcos Freitas, secretário especial do Tesouro Estadual em exercício.

A análise também destaca indicadores que seguem sendo monitorados pela gestão estadual para o fortalecimento do equilíbrio das contas públicas.