Alagoas

Secretaria da Saúde reforça orientações para combater arboviroses em Alagoas

Com a chegada das chuvas, Sesau alerta sobre os riscos de dengue, zika e chikungunya e orienta população a redobrar cuidados.

22/05/2026
Secretaria da Saúde reforça orientações para combater arboviroses em Alagoas
Ações de combate ao Aedes aegypti são intensificadas com o início do período chuvoso em Alagoas.

Com a chegada do período de chuvas intercaladas por sol intenso na região, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) reforçou o alerta para o aumento dos riscos de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. A pasta orienta a intensificação das medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti , transmitindo essas doenças.

Segundo a equipe técnica da Superintendência de Vigilância em Saúde da Sesau, a prevenção contínua é a principal estratégia para evitar a vigilância do vetor no Estado. O supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, destaca que essas ações devem ser incorporadas à rotina da população.

"Eliminar objetos que possam acumular água parada, como garrafas e baldes, mantendo-os sempre virados para baixo, é fundamental. Também é importante proteger reservatórios de água, como caixas, tonéis e piscinas, mantendo-os bem vedados e limpos", orienta Paulo Protásio.

Além disso, cuidar das plantas, evitando espécies aquáticas e vasos que possam acumular água limpa, é outra recomendação. "Coloque areia nos pratos dos vasos, mantenha calhas e ralos desobstruídos e faça o descarte correto de pneus e entulhos. Essas medidas são essenciais para proteger a saúde coletiva", reforça o supervisor.

Esforço conjunto

Paulo Protásio ressalta que o controle das arboviroses depende do engajamento tanto do poder público quanto da população. "Mais de 70% dos criadosuros do Aedes aegypti estão nas residências, segundo estudo da Fiocruz. Por isso, é fundamental que cada cidadão faça sua parte no combate ao mosquito", alerta.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico da Sesau, entre janeiro e abril deste ano, Alagoas registrou 977 casos prováveis ​​de dengue e um óbito confirmado. Para chikungunya, foram 349 casos prováveis, sem registros de mortes. Já o zika contabilizou 29 casos prováveis ​​no mesmo período, sem óbitos.