Alagoas

Sesau debate doenças crônicas em nova etapa do Programa Alagoas Vigilante

Seminário reúne representantes de 56 municípios para fortalecer a vigilância e a prevenção de doenças e agravos não transmissíveis em Alagoas.

20/05/2026
Sesau debate doenças crônicas em nova etapa do Programa Alagoas Vigilante
Evento reúne profissionais para debater vigilância e prevenção de doenças crônicas em Alagoas. - Foto: Ruana Padilha / Ascom Sesau

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, nesta quarta-feira (20), mais uma etapa do Programa Alagoas Vigilante, promovendo o Seminário de Vigilância das Doenças e Agravos Não Transmissíveis. O evento, realizado no auditório do Centro Universitário Mário Pontes Jucá (UMJ), em Maceió, contou com a participação de representantes dos 56 municípios que integram a I Macrorregião de Saúde, abrangendo os Litorais Norte e Sul, Zona da Mata, Vale do Paraíba e Maceió.

Lançado no início deste mês, o Programa Alagoas Vigilante é uma iniciativa da Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (Sevisa) voltada à qualificação das ações municipais, promovendo atualização técnica, integração institucional e o fortalecimento da vigilância em saúde em todo o estado.

De acordo com Renata Tenório, gerente do Programa Estadual de Vigilância das Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Sesau, o seminário é fundamental para capacitar profissionais e alinhar estratégias entre Estado e municípios.

“O encontro está sendo muito rico em conhecimento para fortalecer a vigilância em saúde dentro dos territórios alagoanos. Quando os profissionais estão capacitados e atuam de forma articulada, conseguimos identificar os principais fatores de risco e desenvolver estratégias mais eficazes”, destacou Renata.

Palestras e discussões

Durante o seminário, os participantes acompanharam palestras sobre os desafios e estratégias para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis nos municípios, além do papel estratégico da Atenção Primária à Saúde na prevenção desses agravos. Também foram debatidas ações de controle do tabagismo, com foco na prevenção, cuidado e fortalecimento da rede de apoio aos fumantes.

O panorama epidemiológico da doença falciforme e das anomalias congênitas em Alagoas esteve em pauta, com ênfase na qualificação da vigilância, aprimoramento do processo de notificação e a importância do cuidado contínuo e humanizado na Atenção Primária.

A programação incluiu ainda discussões sobre a vigilância das causas externas, como acidentes e violências, e sobre os fluxos de atendimento da Rede de Atenção às Violências e Intoxicações Exógenas, com orientações para aprimorar notificações e fortalecer a proteção à população.

Para Sara Barros, assessora técnica da Vigilância Epidemiológica de Atalaia, a iniciativa contribui para aprimorar o trabalho municipal. “O Programa Alagoas Vigilante é muito importante para o trabalho desenvolvido nos municípios, pois traz orientações que ajudam a melhorar a qualidade de vida da população”, ressaltou.